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Como funciona a urna eletrônica brasileira?

urna eletrônica ou urna eleitoral é definida pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE como um microcomputador de uso específico para eleições. Ela foi desenvolvida no ano de 1995 e utilizada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, e hoje já possibilita a automatização de 100% das eleições brasileiras.
Dois terminais compõem a urna eletrônica: o do eleitor, onde o voto é registrado, e o terminal do mesário, no qual o eleitor é identificado por meio de seus documentos. Atualmente, essa identificação é feita também por meio da tecnologia, através da biometria, o que torna todo o processo de votação mais seguro, uma vez que garante que um eleitor não vote no lugar do outro.
Diante do seu sucesso na garantia da democracia brasileira, a urna eletrônica hoje serve de modelo para vários países, que estudam a possibilidade de implementá-la em seus próprios processos eleitorais. Entretanto, muitos brasileiros ainda duvidam da segurança da urna eletrônica, e desacreditam a sua imparcialidade.
A urna eletrônica é segura?
Para garantir a segurança da urna eletrônica, o TSE adota vários procedimentos e realiza diversas verificações, que podem ser acompanhadas por qualquer interessado. Antes das eleições, o Tribunal realiza duas auditorias. Uma delas é a de funcionamento, na qual as urnas são sorteadas aleatoriamente, em todo o Brasil, e submetidas à uma votação simulada para verificar o seu funcionamento.
Essa simulação é sempre realizada em local público, e pode ser fiscalizada por qualquer cidadão interessado, partidos políticos e também entidades. A segunda auditoria, por sua vez, é a de verificação da autenticidade e integridade dos sistemas instalados nas urnas eletrônicas, e também é aberta ao público. Ela é realizada antes da votação inicial, mais precisamente na véspera das eleições.
Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral informa que o processo eletrônico de votação conta com dois mecanismos imprescindíveis que asseguram a sua segurança: a assinatura digital e o resumo digital.
Assinatura digital é uma técnica criptográfica utilizada para garantir que um determinado conteúdo digital seja verificado no que se refere à sua integridade, garantindo que ele não seja modificado de forma intencional e não perca suas características originais por falhas de leitura e gravação. Sendo assim, uma assinatura digital válida garante que o arquivo não foi modificado. Na urna, ela também é utilizada para garantir a autenticidade do programa, confirmando que ele foi gerado pelo TSE.
Já o resumo digital ou resumo criptográfico é uma técnica criptográfica que permite o cálculo do resumo digital de um determinado arquivo com um algoritmo público. Todos os arquivos que compõem a urna eletrônica são calculados por meio dessa técnica e publicados no portal do Tribunal Superior Eleitoral.
Diante de todos esses testes, foram os muitos outros feitos por terceiros, especialistas de todo o mundo concordam que a segurança das votações aumentou bastante no Brasil desde a adoção da urna eletrônica e que, sim, ela é muito segura.
Como funciona a urna eletrônica?
Depois de todos esses processos, as urnas estão prontas para serem utilizadas. Seu funcionamento acontece da seguinte maneira: elas gravam apenas a indicação que o eleitor já votou, e após isso, embaralham a informação, tirando qualquer possibilidade de identificar em quais candidato ele votou, respeitando o sigilo do voto conforme obriga a Constituição Federal.
Sinais visuais de LED auxiliam os mesários, os informando se a urna está pronta ou não para receber um novo eleitor, se este já completou eu voto e também se o equipamento está funcionando a partir de corrente elétrica ou de bateria interna. Mesários são treinados antes de todas as eleições, para que possam entender esses mecanismos e vários outros.
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Atualizado em 17/08/2022, por Samara Rodrigues.
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