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Obsolescência programada: existem eletrônicos feitos para estragar?

Você já ouviu falar em obsolescência programada? O termo se refere a uma prática não muito legal, mas popular entre as empresas fabricantes de eletrônicos: projetar aparelhos com peças pouco duráveis (ou até mesmo com pequenos defeitos), que fazem com que os objetivos quebrem facilmente e o consumidor precise comprá-los novamente, dando mais lucro à marca.
A obsolescência programada também define bem o momento que estamos vivendo atualmente: mal compramos um smartphone topo de linha, por exemplo, e alguns meses depois a mesma marca já está anunciando um aparelho ainda mais moderno e obviamente mais caro, estimulando o desejo por um smartphone novo para ter acesso a serviços e funcionalidades mais avançados. Isso também é válido para smartwatches, tablets, televisores e até mesmo roupas.
Comprar, usar, jogar fora e voltar a comprar. Esse tem sido o ciclo da sociedade de consumo, mas o truque não é novo. Passou a ser usado no final do século XIX, na indústria têxtil (hoje esse cenário é ainda mais evidente no mercado da moda, com as fast fashion), e se consolidou em 1924, quando as empresas General Electric, Osram e Phillips se juntaram para limitar a vida útil das lâmpadas a 1.000 horas.
Obsolescência programada é crime?
O CDC - Código de Defesa do Consumidor estabelece que “o produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado”, o que de certa forma legitima a prática da obsolescência programada por parte das empresas fabricantes. Num mundo altamente tecnológico como o nosso, que muda de maneira constante, é importante tentar não confundir obsolescência programada com inovação tecnológica.
Entretanto, há debates por parte de políticos, ONGs e empresas em geral que refletem sobre a possível criminalização da obsolescência programada, devido, principalmente, às consequências ambientais que ela causa.
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*Com informações do El País
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