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Liberação do uso de máscaras: cidades brasileiras dão fim à obrigatoriedade do EPI

Você se sente seguro para voltar a mostrar seu rosto nas ruas?
14/03/2022
Liberação do uso de máscaras: cidades brasileiras dão fim à obrigatoriedade do EPI
Confira as recomendações dos especialistas sobre o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras.

O fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em algumas cidades brasileiras acontece após dois anos do inicio da pandemia da Covid-19, e da adoção do primeiro lockdown nos nossos estados. Essa é uma das notícias mais esperadas pelos cidadãos, e foi dada em Belo Horizonte - MG, Porto Seguro – BA, São Paulo – SP, Rio de Janeiro – RJ e em diversos outros municípios e estados.


Nem todo o Brasil adere à essa liberação. Na Bahia, por exemplo, a capital Salvador segue cautelosa e ainda exige o uso do EPI tanto em ambientes abertos quanto nos fechados. A expectativa é que o governo acabe com a obrigatoriedade em meados de abril, a depender dos resultados obtidos por outras regiões, e do controle do número de casos de pessoas infectadas com o vírus.


A liberação das máscaras nas cidades brasileiras só tem sido possível graças ao avanço da vacinação de crianças e adultos, o que permitiu a diminuição da circulação do vírus e do número de casos avançados da doença (que resultam em internações e óbitos, por exemplo). Mas, será que todo mundo se sente pronto para dar esse passo de volta para a normalidade, deixada lá em 2020?


Máscaras: um gatilho para ansiedade


Elas conviveram conosco nos últimos dois anos, e a sensação para alguns é de que as máscaras já fazem parte da rotina, cumprindo funções que ultrapassam a proteção contra o coronavírus, e envolvem também a criação de barreiras contra julgamentos e emoções. Como elas fazem com que o rosto fique escondido, para pessoas com transtornos psicológicos é mais fácil esconder medos, tristezas e até mesmo a antipatia por outras.


A questão da aparência também pesa aqui. No ambiente de trabalho, muitas pessoas deixaram de se maquiar, por exemplo, já que a máscara retirava os produtos por estar em contato direto com o rosto, marcando e estragando todo o processo. Com o fim da exigência, muitos se sentem obrigados a voltar a gastar alguns minutos ou horas se arrumando antes de sair de casa. Para uns pode ser um alívio, mas para outros...


Pessoas que sofrem com transtornos como ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou hipocondria são aquelas que mais tendem a ter dificuldade em abandonar o uso das máscaras. A tendência é que elas queiram se sentir 100% seguras, ter certeza de que não contrairão a doença ao sair de casa sem máscara, mas esta é uma certeza que, de acordo com os especialistas, não teremos tão cedo.


A verdade é que assim como no começo da pandemia muitos relataram o sentimento de ansiedade ao usar máscaras, agora, no que parece ser o fim da mesma, a mudança de comportamentos pode assustar. No período de dois anos, construímos o chamado “novo normal”, e pode levar um tempo até que todos se sintam confortáveis a viver como antes.


Leia também: O que muda na prática se covid virar endemia?


Idosos e grupos de risco: o que fazer?


A orientação de especialistas da área de saúde é que grupos de risco continuem a usar máscaras. Ou seja, gestantes, puérperas, idosos e imunossuprimidos devem, por hora, continuar obedecendo os protocolos oficiais contra a Covid-19 e seguir com cuidados redobrados para evitar contágios.


A Sociedade Brasileira e Geriatria e Gerontologia (SBGG) emitiu um comunicado defendendo o uso de máscara pelos idosos mesmo após o fim da obrigatoriedade, pois esse público possui uma grande vulnerabilidade às formas graves da doença. Em janeiro deste ano, por exemplo, mais de 60% das mortes por Covid-19 ocorreram em pessoas com 70 anos ou mais. Então, é preciso cautela.


Retomando a vida normal


Você está pronto para voltar a ter uma rotina fora de casa? Esse pode ser um momento de retomada à vida profissional e aos estudos. A tendência é que, com o fim da pandemia, o número de vagas volte a crescer no Brasil, e você precisa estar preparado para uma corrida que envolverá muitos concorrentes.


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Fonte: E+B Educação | Daniele Marques

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