Existe um limite para as intervenções estéticas? Entenda porque esse assunto tem preocupado especialistas da saúde lendo aqui.
A preocupação com a estética nunca atingiu níveis tão alarmantes. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) foram realizadas mais de 200.000 intervenções cirúrgicas somente em 2019. E não são procedimentos simples, mas cirurgias como lipoaspiração, rinoplastia e outras intervenções que têm um grau de risco elevado. Vale apena abrir mão da saúde e bem-estar em prol de um padrão de beleza? Deve haver um limite para as intervenções estéticas?
Qual o limite para as intervenções estéticas?
Em 2018, o Brasil ficou na primeira posição no ranking entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, superando os Estados Unidos. Além de terem sido realizadas mais de 1 milhão de cirurgias plásticas no ano, foram contabilizados mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos.
O Brasil também é líder mundial em cirurgia íntima feminina. Segundo dados da ISAPS, Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o país aparece em primeiro lugar no ranking das ninfoplastias (cirurgia genital), realizando 21 mil procedimentos por ano.
Isso pode ser compreendido através de um viés mercadológico e também psicológico. Primeiro, é preciso entender que a indústria da beleza é uma das que mais movimenta dinheiro no mundo.
Desde 2001, o setor fatura mais R$ 101 bilhões anualmente, segundo dados da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) ou seja, as pessoas estão investindo cada vez mais em produtos de beleza e intervenções porque existe um mercado que estimula esse comportamento.
O segundo, que é o fator psicológico, refere-se ao padrão de beleza imposto pela sociedade atual, que também não deixa de ser influenciado pela questão mercadológica. Afinal de contas, para se enquadrar no “perfil ideal” é preciso gastar muito dinheiro.
Quando a gente faz a pergunta: existe um limite para as intervenções estéticas? É necessário, no mínimo, refletir sobre questões éticas e as construções sociais.
Por exemplo, um profissional que atua nessa área recebe diversos pacientes que desejam se parecer com uma influenciadora ou cantora, enfim, alguém que surgiu na mídia e tem um corpo escultural.
Mas antes de sugerir qualquer procedimento, o esteticista deve aliar o desejo do seu paciente, levando em consideração a sua saúde, que nunca deve ficar em segundo plano. Lembre-se: Não vale a pena arriscar para ter a barriga mais sarada e o rosto mais simétrico, se isso colocar a sua vida em risco!
Vale ainda ressaltar que a realização de procedimentos estéticos que ajudam a recuperar a autoestima e a remover alguns incômodos podem sim serem bem-vindos, mas é preciso que tudo seja feito com parcimônia.
Como o esteticista pode auxiliar seus pacientes?
Um paciente que chega ao consultório buscando encontrar a perfeição pode acabar se frustrando. Portanto, uma conversa franca sobre todos os riscos e possíveis que os procedimentos trazem é essencial.
O profissional também deve lembrar que existe um limite entre o saudável e o doentio, às vezes o paciente pode apresentar um transtorno dismórfico corporal e enxergar defeitos além da conta. O ideal é buscar o equilíbrio entre atender às necessidades de quem chega ao consultório e preservar a saúde dessas pessoas.
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