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Vacina nacional: Brasil produzirá o IFA a partir de maio
O objetivo é que nos próximos meses já tenha imunizantes fabricados inteiramente no país
18/03/2021

No enfrentamento ao novo coronavírus, o Brasil já planeja produzir os insumos necessários para o desenvolvimento de vacinas. Saiba mais!
O Ministério da Saúde anunciou que o país já possui a tecnologia necessária para a produção do IFA - ingrediente farmacêutico ativo, principal componente das vacinas contra a Covid-19. Como até o momento os insumos são importados de empresas da China e Índia, esse avanço tende a facilitar o processo de vacinação de toda a população.
A perspectiva é que a fábrica de Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), receba a autorização técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em abril, para dar início a produção dos primeiros lotes a partir de maio.
O planejamento prevê, no entanto, que apenas no segundo semestre – entre agosto e setembro – os imunizantes brasileiros passarão ser distribuídos. Isso porque, segundo especialistas da Fiocruz, a tecnologia usada na fabricação do IFA é complexa e requer muitos testes.
Por que o IFA é o principal ingrediente da vacina?
O IFA é o insumo que torna a vacina eficaz. Ou seja, serve de estímulo para que o organismo produza as imunoglobulinas (anticorpos) responsáveis pela proteção contra o vírus SARS-CoV-2. Até os outros componentes da fórmula atuam para que o imunizante permaneça sempre em atividade.
No caso da vacina da CoronaVac – fabricado pelo laboratório Sinovac e em parceria com o Instituto Butantan – o ingrediente farmacêutico contém o vírus inativo. Assim, ao receber o imunizante, o corpo passa a reconhecer a estrutura do novo coronavírus e acionar o sistema imunológico, o que resulta na produção de defesas diante das formas de ataque do invasor.
Já na Oxford/AstraZeneca e Sputnik V, o IFA reúne os vírus que são modificados geneticamente. Através da tecnologia de vetor viral, esses microrganismos são condicionados para transportar informações da sequência genética do SARS-CoV-2.
O imunizante da AstraZeneca, por exemplo, utiliza um grupo chamado de adenovírus como meio de informação da proteína Spike, que é colocada dentro do antígeno – substância que pode se ligar aos anticorpos e incitar um resposta por parte do sistema imunológico. É por causa dessas complexidades que o IFA de cada vacina é único e insubstituível.
Crescimento da indústria farmacêutica na pandemia
Na contramão dos outros mercados, a pandemia trouxe para a indústria farmacêutica diversas oportunidades de ampliação e lucro. A corrida pela imunização contra o coronavírus, sejam através de vacinas, tratamentos experimentais e estudos sobre a funcionalidade de medicamentos, tornou o segmento ainda mais valorizado.
Diante desse cenário e do constante crescimento do setor, investir em capacitação é a melhor escolha. Se você planeja conquistar um espaço nesta área, o Educa Mais Brasil pode te ajudar a fazer um curso técnico em Farmácia em qualquer região do país e com bolsas de estudo de até 70%. Não vai perder essa chance, né?
Fonte: E+B Educação | Thamires Santos
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