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Criptomoedas: o que são, quais as principais e por que movimentam tanto o mercado financeiro?

Embora o bitcoin seja o mais popular, hoje existem diversas moedas digitais em circulação
20/04/2021
Criptomoedas: o que são, quais as principais e por que movimentam tanto o mercado financeiro?
Desde a criação da moeda digital, o mercado financeiro pôde operar sem a necessidade de intermédio de bancos ou governos. Saiba mais!

Desde 2009, as criptomoedas têm modificado o mundo das finanças e conquistado todos os dias novos investidores. Somente a primeira e mais conhecida, o bitcoin, já atingiu um valor de mercado de US$ 1 trilhão em 2021. Estima-se que atualmente há mais de 2 mil moedas digitais em operação, incluindo criações brasileiras como CriptoBRL, B2U Coin e Bitblocks.


Apesar da crescente popularidade, essa chamada classe de ativos ainda desperta muitas dúvidas sobre como funciona, de que maneira é negociada e quais são as outras além do bitcoin.


Mas afinal, o que são criptomoedas?


As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, sendo criadas e comercializadas de acordo com sistemas avançados de criptografia – técnica que transforma dados em códigos e permite a decodificação apenas com uma chave de acesso. Isso significa que, diferentemente do real, dólar e outras moedas, para entrar em circulação precisam ser encontradas na internet.


Além disso, não necessitam de nenhum governo para controlar, autorizar emissões, transferências ou demais operações, pois são os próprios usuários que têm essa autonomia. Com isso, podem ficar guardadas em carteiras virtuais ou em pen drives.


Como não existe um órgão central responsável pelas transações, as criptomoedas são registradas e validadas por mineradores – pessoas que usam a capacidade de processamento dos seus computadores para gravar as moedas na chamada rede blockchain e acompanhar as operações realizadas. Em troca, eles recebem novas unidades.


O blockchain é uma espécie de banco de dados público. Essa tecnologia mantém registrada todas as transações, efetua verificações, de modo que uma modificação indevida possa ser revertida, e evita fraudes e roubos.


Os criptoativos podem ser usadas em compras, vendas e investimentos. No entanto, segundo especialistas, não são consideradas dinheiro comum, mas sim “inovações financeiras”. Isso porque seguem exclusivamente a lei da oferta e da procura, e não são regulamentadas por cada país, por exemplo.


Quais são as principais no mercado?


O bitcoin é a moeda digital mais famosa. Trata-se de um software de código aberto e sem nenhuma supervisão de bancos ou governos para funcionar. Surgiu em meio à crise financeira global que começou em 2008, com o propósito de substituir o dinheiro convencional.


Em seu documento de criação, existe uma regra que estipula até no máximo 21 milhões de unidades liberadas para circulação. Entretanto, até março deste ano,  18,9 milhões já foram emitidas. Apesar disso, acredita-se que esse limite seja alcançado apenas em 2140, pois a cada quatro anos o halving – programa que atua na rede da moeda – reduz a quantidade ofertada ao mercado. O objetivo é provocar uma escassez e, assim, aumentar a sua valorização.


Mesmo o bitcoin sendo o mais popular, outras criptomoedas têm ganhado relevância, tais como:


Bitcoin Cash – Criado em 2017, é uma nova versão do bitcoin. Foi desenvolvido para diminuir o tempo de processamento de cada operação e reduzir as taxas cobradas durante as transações.


Ethereum – Tornou-se a segunda moeda mais negociada no mundo. Circula em uma rede chamada de Ethereum Classic, que também se baseia na tecnologia blockchain, e é usada para programação de aplicativos e “contratos inteligentes” – negociações entre duas ou mais partes de forma automática, uma vez que o código do computador define as obrigações e benefícios que devem constar no documento legal.


Tether – Negociada através da bolsa de criptomoedas Bitfinex, funciona de acordo com o dinheiro físico. Ou seja, para cada unidade emitida, o investidor deve ter um dólar equivalente em sua conta bancária. Como representa as moedas físicas no meio digital, é utilizada em operações que visam poucas perdas.


Além dessas moedas, estão em circulação o USDT, Litecoin, XRP, Cardano, Stellar, Dogecoin, Monero, NEM, Tezos, entre muitas outras.


Bolsas de estudo para área de Finanças


As criptomoedas chegaram trazendo mudanças no modo como o sistema financeiro atua e as possibilidades de novos nichos de mercado, pois as expectativas é que no futuro cada país lance sua própria moeda digital. Se você planeja fazer parte desse cenário inovador, que tal começar a fazer um curso técnico em Finanças? Com as bolsas oferecidas pelo Educa Mais Brasil, é possível ter essa formação em até dois anos. Acesse o site e garanta descontos de até 70% nas mensalidades!

Fonte: E+B Educação | Thamires Santos

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