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DICAS
Entenda como é feita a exploração de petróleo em águas profundas
O Brasil é um dos maiores produtores e desenvolvedores de tecnologias voltadas para extração no mar
18/05/2022

A produção petrolífera offshore requer o uso de tecnologias de ponta, investimento em pesquisas e contratação de mão de obra especializada.
Apesar dos importantes avanços em relação ao uso de fontes renováveis, estudos indicam que o petróleo e o gás continuarão sendo os principais protagonistas do cenário energético global até 2050, de acordo com Agência Internacional de Energia (EIA). A agenda também estima um crescimento na demanda por petróleo de 3,5 milhões de barris/dia até 2025.
Diante desse grau de dependência, todos os anos surgem pesquisas e acontecem muitos investimentos para o desenvolvimento de tecnologias destinadas a exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. No Brasil, a bacia de Santos – além de estimular o início das atividades offshore (no mar, longe da costa) – transformou o país em referência mundial.
Com os trabalhos da Petrobras, a promessa é de um aumento na produção nacional. Estima-se que as bacias do estado do Pará têm potencial para exploração em profundidades de até 3 mil metros de lâmina d´água, o que resultaria em mais de 20 bilhões de barris.
Processos para exploração de petróleo em águas profundas
A extração marítima requer muitos investimentos em plataformas de perfuração, embarcações de apoio, estudos geofísicos e mão de obra qualificada. Segundo especialistas, o processo de exploração ocorre através unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga, conhecidas pela sigla FPSO. Essas estruturas ficam acima do poço, por meio de um sistema de cabos e amarras presas ao solo submarino.
Todas as amarrações são conectadas a torreta – um tipo de eixo vertical de 10 metros de diâmetro que atravessa o navio, possibilitando o alinhamento da embarcação em relação as correntezas. Para garantir a estabilidade e pleno funcionamento das tubulações que levam o óleo e o gás do fundo do mar até a plataforma, também foi elaborado um sistema de ancoragem de tensionamento diferenciado, cuja sigla em inglês é Dica. Em tal formato, cabos de aço ou poliéster são colocados ao redor da plataforma conforme as direções dos ventos e correntezas.
A retirada do recurso natural não renovável ainda requer a instalação do B.O.P (Blow out Preventer), válvulas de segurança responsáveis pelo controle e monitoramento do poço, troca de brocas de perfuração e e/ou injeção de cimento. No momento que a broca chega na rocha, geram-se fissuras que possibilitam a subida do óleo. O material pode ser jorrado sozinho ou através de bombeio mecânico. É preciso acompanhar a diferença de temperatura do óleo e da água do mar para evitar entupimentos.
Antes de expandir a produção em novos pontos ou resolver problemas nos já existentes, os pesquisadores realizam simulações computacionais em laboratório. Um deles é o Tanque de Provas Numérico. Presente na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo desde 2010, é um espaço que permite o desenvolvimento de projetos, testes e análise das operações em ambiente offshore ou portuário.
Fora os experimentos físicos feitos no Calibrador Hidrodinâmico, tanque de água com geradores de ondas, o centro possui um simulador numérico que representa matematicamente as condições ambientais encontradas nas áreas petrolíferas e outras regiões de interesse. Os dados obtidos auxiliam na construção de embarcações e eficácia dos projetos.
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Fonte: E+B Educação | Thamires Santos
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