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Secretariado: por que as mulheres passaram a ser a maioria?

Século XXI, muita coisa mudou em comparação com o século passado, e uma delas é a presença da mulher no mercado de trabalho. Hoje elas são a maioria nas universidades, e assumem cargos de liderança e alta responsabilidade, mas ainda assim existe muito preconceito e os salários delas tendem a ser menores, mesmo que desempenhem as mesmas funções dos seus colegas homens.
O preconceito também acontece com algumas áreas de atuação. Determinadas profissões são consideradas femininas, mesmo que nenhuma delas exija ou necessite apenas da presença de corpos femininos para a sua completa realização. Entre elas está o Secretariado, que até hoje é visto como uma profissão de mulher. Para entendermos mais sobre isso, vamos dar um passeio pelo histórico da área.
O Secretariado e as mulheres
A revolução industrial transformou a estrutura empresarial e exigiu a criação de novas profissões e aparatos. Um deles é a máquina de escrever, objeto ligado diretamente à atuação dos profissionais da área de Secretariado.
Até então, o secretariado era uma profissão inteiramente masculina, mas com a chegada da segunda guerra mundial, houve falta de homens para assumir as vagas disponíveis, e por isso as mulheres começaram a ser contratadas como secretárias. No Brasil, a presença das mulheres no papel de secretária deu-se a partir de 1950, com a chegada das multinacionais ao País.
Isso aconteceu, também, porque as mulheres eram vistas como submissas aos homens. Enquanto secretárias, elas poderiam organizar a agenda de seu chefe homem, e cuidar de tudo para que ele pudesse realizar feitos e sonhos.

Dessa maneira, elas passaram a dominar a profissão, tanto que a regulamentação da área, realizada por José Sarney em setembro de 1985, aconteceu no dia em que se comemorava o dia da secretária. Isso fez com que fossem criados diversos sindicatos, que diziam representar as secretárias, ou seja, apenas mulheres, visto que a profissão era delas.
Hoje, no entanto, num esforço para desmistificar a ideia de que o Secretariado é um ramo voltado apenas para mulheres, os sindicatos se nomeiam como Sindicato das Secretárias e Secretários. Além disso, já podemos ver homens atuando na área, mas em número bastante menor, cenário que fica evidente nas salas dos cursos de formação profissional: as turmas são formadas majoritariamente por mulheres.
Isso se deve, atualmente, ao machismo estrutural, que impede muitos homens de ingressarem na área para não passarem a imagem de “femininos” ou até mesmo homossexuais. Muitos ainda seguem para carreiras tidas como masculinas, como Engenharia, por exemplo.
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