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Homens e negros compõem os grupos com maior exposição a riscos e acidentes no trabalho

As informações foram divulgadas pela Revista Brasileira de Saúde Ocupacional
09/03/2022
Homens e negros compõem os grupos com maior exposição a riscos e acidentes no trabalho
Além de homens e negros, trabalhadores com baixo nível de escolaridade também correm maior risco. Leia aqui para entender.

Segundo a pesquisa divulgada recentemente pela Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, da Fundacentro, a mortalidade por acidentes de trabalho no Brasil atinge com maior frequência certos grupos, como: homens, negros, índios e pessoas com baixo grau de escolaridade. Além disso, os dados também demonstram que esse problema atinge muito mais a região Norte, região Nordeste e região Centro-Oeste do país.


De acordo com os artigos publicados em revista, esses resultados demonstram que tanto no trabalho formal, como no informal, as exposições ao risco são frequentes, e embora existam diversos fatores, o que tem chamado a atenção é o nível de instrução dos trabalhadores, raça e grupo social, elementos que influenciam diretamente na precarização dos serviços e proteção oferecidos pelo empregador. Continue a leitura para entender essa relação.

Mortalidade por acidentes de trabalho é maior entre alguns grupos sociais


Pelos dados demonstrados pela pesquisa, considerando um período de 10 anos (2006 a 2015), a maioria das mortes por acidentes ocorre entre homens de 20 a 59 anos e com baixo nível de escolaridade (sem ensino fundamental completo).


O estudo demonstra ainda que, em 2015, a mortalidade no Nordeste foi 88% maior entre os pardos do que entre os brancos. Em se tratando de escolaridade, a pesquisa aponta que a mortalidade de trabalhadores com menos de oito anos de estudo foi de até 15 vezes maior à daqueles que 12 anos de estudo ou mais.


O que os pesquisadores entendem com esses dados é que aqueles com menor nível de instrução, acabam desenvolvendo atividades mais precarizadas, com muita exposição aos riscos a curto, médio e longo prazo, e quase nenhuma condição de segurança.


Outra informação disponibilizada pela pesquisa é que nos países em que se há registro da mortalidade por acidentes de trabalho, as taxas são maiores entre os homens quando comparada às mulheres, e isso se deve, principalmente, ao fato de que eles ocupam setores em que há maior risco, a exemplo do setor de transportes e da construção civil. 

Para se ter uma ideia, entre 2006 e 2015, 33.480 pessoas morreram por acidente de trabalho. 95% dos óbitos foram de homens.


Embora exista uma estabilidade, é preciso estar em alerta, pois segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a cada ano ocorrem 160 milhões de acidentes de trabalho no mundo, e 2,34 milhões de pessoas morrem em decorrência do trabalho, muitas vezes por causa de doenças relacionadas à atividade.


Então, além de estar atento ao controle de riscos iminentes, quem atua na área de Saúde e Segurança do Trabalho deve sempre observar se as condições estruturais, físicas, psicológicas do ambiente de trabalho não favorecem o surgimento de doenças.

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Fonte: E+B Educação | Esther Santana

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