Sebastião Salgado é um honrado fotógrafo brasileiro que ficou conhecido internacionalmente por retratar a realidade humana. Por vezes, sua sensibilidade captou cenas fortes que rodaram o mundo. Na trajetória profissional desse mestre da fotografia estão exposições fotográficas, publicações de livros e conquistas de prêmios e honrarias recebidas na Europa e na América.
Sebastião Salgado começou a fotografar por hobby. Seus primeiros trabalhos com imagens foram realizados como freelancer, para retratar o clima seco no perímetro africano de Sahel de Níger e fotografar imigrantes assalariados europeus.
Sebastião Salgado: trajetória de vida
Sebastião Ribeiro Salgado nasceu na cidade de Aimorés, em Minas Gerais, no dia 8 de fevereiro de 1944. Graduou-se em Economia e fez pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP).
Como economista, Sebastião Salgado trabalhou no Ministério da Economia, em 1968, mas diante das perseguições políticas durante a Ditadura Militar, ele foi obrigado a buscar asilo político em Paris, onde completou o doutorado em Economia.
Quando retornou ao Brasil, atuou na Organização Internacional do Café, em 1973, como especialista na fiscalização de plantações africanas. Nessa época, fez uma viagem à África e levou uma máquina fotográfica de sua esposa, Lélia Wanick Salgado. Os cliques, que começaram como hobby despretensioso, conduziram-o à sua atual profissão.
Sebastião Salgado: trajetória profissional
Sebastião Salgado começou sua carreira como fotógrafo profissional em 1973, em Paris, quando fez os primeiros registros da Revolução dos Cravos. Em 1981, trabalhando como repórter fotográfico do jornal New York Times, foi convocado para registrar os primeiros 100 dias do governo do presidente Ronald Reagan.
Durante 15 meses, o fotógrafo trabalhou com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras, percorrendo a região do Sahel, na África registrando a devastação causada pela seca. Entre 1986 e 1992, Sebastião Salgado produziu a série “Trabalhadores”, em que documentou o trabalho manual e as árduas condições de vida dos trabalhadores em várias partes do mundo. Esse e outros registros viraram exposições e livros.
Entre os projetos fotográficos de Sebastião Salgado destacam-se:
- Outras Américas (1986)
- Serra Pelada (1999)
- Êxodos (2000)
- O Fim da Pólio (2003)
- Um Incerto Estado de Graça (2004)
- O Berço da Desigualdade (2005)
- África (2007)
- Gênesis (2013)
- Perfume de Sonho (2015)
- Gold (2019)
- Amazônia (2021)
Prêmios e honrarias de Sebastião Salgado
- Prêmio Eugene Smith de Fotografia Humanitária (EUA, 1982)
- Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes, 1998
- Prêmio Unesco para Iniciativas Bem-Sucedidas” (1999)
- Prêmio World Press Photos
- Medalha de prata Art Directors Oub nos Estados Unidos
- Foi eleito membro honorário da Academia Americana de Artes e Ciências, EUA
- Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Espírito Santo (2016)
- Eleito para o Quadro de Cadeiras de Fotógrafos da Academia de Belas Artes da França (2017)
- Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão (2019)
Sebastião Salgado tem vida retrata em documentário O Sal da Terra
Em 2014, foi lançado o documentário O Sal da Terra, que conta a trajetória de Sebastião Salgado desde seus primeiros trabalhos até o projeto “Gênesis”, concluído em 2012 e publicado em 2013.
O Sal da Terra foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário de 2015. O documentário foi produzido por Juliano Salgado, filho de Sebastião, juntamente com o fotógrafo Wim Wenders.
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