Os termos assintomáticos pré-sintomáticos e sintomáticos são classificações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para se referir às pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. A definição, no entanto, tem causado muitas dúvidas e gerado até mesmo certa confusão.
Durante uma coletiva de imprensa, a epidemiologista da OMS, Maria van Kerkhove, fez uma declaração considerada controversa. Ela afirmou que a COvid-19 não pode ser transmitida por pacientes assintomáticos. A fala da médica viralizou e a OMS precisou emitir uma nota oficial na qual afirma que a fala da médica foi equivocada, visto que não há certeza sobre a taxa de contaminação relativa a pessoas assintomáticas.
Para a população em geral, ainda não ficou entendido a diferença entre assintomáticos, pré-sintomáticos e sintomáticos.
Assintomáticos
Os pacientes considerados assintomáticos são aqueles que testam positivo para o vírus, porém, não apresentam nenhum dos sintomas durante todo o período de desenvolvimento da doença. A epidemiologista da OMS baseou a sua afirmação em dados de alguns países que afirmam não terem casos de transmissão da doença por pessoas assintomáticas.
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Entretanto, os órgãos de saúde alertam que ainda não há um consenso sobre o levantamento. Por se tratar de um vírus novo, com poucos dados concretos sobre ele, é fundamental ter cautela nas ações para não estimular ainda mais a transmissão da doença.
Pré-sintomáticos
Os pré-sintomáticos são pessoas com cargas virais bastante altas, mas que ainda não apresentam sintomas. Por conta disso, o grupo dos pré-sintomáticos é considerados aquele com maior potencial de transmissão do vírus. De acordo com uma pesquisa do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM), da UFRJ, essas pessoas são representam cerca de 45% das transmissões. Ou seja, transmitem mais o vírus do que os sintomáticos e os assintomáticos.
Segundo os estudiosos, isso acontece porque os pré-sintomáticos possuem as cargas virais altas e não percebem que estão com sintomas ou acreditam que não podem transmitir por não apresentarem sintomas.
Por isso, para determinar se o paciente é assintomático é necessário aguardar todo o período de desenvolvimento da doença. Antes de finalizar esse período, é possível manifestar os sintomas a qualquer momento.
Sintomáticos
Já os sintomáticos apresentam os sintomas da doença durante o seu desenvolvimento. Os sintomáticos são responsáveis por 40% da transmissão da doença e correspondem a 80% dos contaminados pelo novo coronavírus. Os dados também são da pesquisa do Nupem, da UFRJ.
Os sintomáticos acabam sendo os mais monitorados, pois muitos países preferem acompanhar os sintomáticos por não possuírem condições de testar grande parte da população.
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