A pandemia do novo coronavírus acarretou diversas transformações em diferentes setores da sociedade. A recomendação de quarentena e isolamento social dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foi amplamente adotada pelos países afetados pelo vírus. No Brasil, os comércios não-essenciais foram fechados e as aulas suspensas em todas as modalidades de ensino.
A alternativa encontrada pelas instituições foi aderir amplamente a Educação a Distância. As aulas online passaram a fazer parte da rotina de milhares de estudantes brasileiros e até mesmo foram adotadas por profissionais autônomos como uma alternativa para driblar a atual crise. A EAD já experimentava um crescimento constante no país, mas, agora, tem sido uma prática comum na educação básica, ensino superior e outras modalidades.
Educação a Distância na pandemia
Nos últimos anos, a educação a distância experimentou um estrondoso crescimento no país. Somente nos cursos superiores, as matrículas na modalidade EAD já superaram os cursos presenciais. Em 2019, foram mais de 1,4 milhão de alunos no EAD, 52% do total de matriculados. Com a suspensão das aulas ocasionadas pelo isolamento social, o Ministério da Educação (MEC) autorizou o funcionamento dos cursos presenciais na educação a distância até que a situação seja normalizada no país.

Com o avanço da pandemia no Brasil, o Conselho Nacional de Educação (CNE) autorizou que atividades e educação não presencial poderão ser adotadas em todas as etapas de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior. Dessa forma, a partir do ensino fundamental, tais atividades podem contar para cumprir a carga horária obrigatória.
Outra medida adotada pelo MEC é que, em 2020, o ano letivo poderá ter menos de 200 dias. Entretanto, está mantida a obrigatoriedade de 800 horas no ano para as escolas de todo o país.
Desafios do ensino EAD na quarentena
Para muitas instituições e profissionais, o ensino EAD aconteceu de forma repentina e a adequação à nova modalidade precisou ser imediata. Prova disso é 83% dos professores se sentem despreparados para dar aulas online. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Península e avaliou as respostas de 7.734 mil professores de todo o país, entre os dias 13 de abril e 14 de maio de 2020.
A educação infantil, etapa que costuma acontecer de forma totalmente presencial, tem sido a mais afetada. Os professores precisam realizar verdadeiros malabarismos para conseguir produzir as videoaulas e prender a atenção dos alunos.
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