Anne Frank (1929-1945) foi uma jovem judia que viveu com sua família fugindo do nazismo, ela morreu aos 15 anos de idade no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, vítima de uma doença da época. Após sua morte, seu diário onde retratou a sua realidade no esconderijo foi descoberto e publicado, dando visibilidade para seu nome.
Vida de Anne Frank
Filha de judeus, em 1933 Anne Frank saiu da Alemanha com a família para fugir das leis de Hitler contra o seu povo. Logo, emigrou para a Holanda para fugir dos ataques. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, em maio de 1940, a Holanda foi invadida pelos nazistas.
Então, para não serem pegos, Anne e sua família viveram em um esconderijo nos fundos da fábrica onde o pai de Anne trabalhava e ali ficaram por cerca de dois anos. Nesse tempo, privada de ter uma vida comum, Anne relatou em um diário seus medos e sua rotina no esconderijo. Escreveu sobre a tensão de viver escondida sobrevivendo aos bombardeios que aterrorizavam a todos e a possibilidade da família ser descoberta no esconderijo e eles serem mortos.
No dia 04 de agosto de 1944, o esconderijo onde estava a família de Anne Frank foi invadido e as pessoas que ali estavam foram levadas para uma prisão em Amsterdã e depois transferidos para Westerbork, um campo de triagem. No mês seguinte, foram deportados e chegaram a Auschwitz (Polônia). Mas a matriarca da família, a mãe de Anne, D. Edith Frank morreu de fome e exaustão.
Como Anne Frank morreu?
Após ser levada juntamente com sua irmã para Bergen-Belsen, campo de concentração localizado na Alemanha, Anne enfrentou uma epidemia de tifo, que assolou o local no inverno e resultou em más condições de higiene, matando milhares de prisioneiros, inclusive a irmã de Anne.
Tifo é o nome dado a várias doenças infectocontagiosas que são causadas por uma bactéria. Após a infecção, o microrganismo se desenvolve nas células do indivíduo infectado, desencadeando sintomas que podem se espalhar rapidamente pelo corpo e até levar à morte.
Alguns dias após a morte da irmã, Anne também foi vítima da doença tifo e faleceu em Bergen-Belsen, Alemanha, com apenas 15 anos de idade.
Diário de Anne Frank
Anne Frank ganhou um diário quando tinha 13 anos de idade e nele passou a escrever sobre o seu cotidiano, incluindo como era a vida no escondrijo e o medo de ser descoberta. Após a sua morte, seu diário foi encontrado por duas secretárias que trabalhavam no prédio que serviu de esconderijo para a família de Anne.
O objeto foi entregue ao pai de Anne Frank, único sobrevivente dos campos de concentração. Depois de muito esforço, os relatos da jovem foram publicados por seu pai, em 1947, com o título “O Diário de Anne Frank”.
No diário, Anne se dirige a Kitty, uma amiga imaginária, para contar o cotidiano de sua vida e o período de reclusão no esconderijo, que se tornou um comovente testemunho do tempo de terror e perseguição aos judeus.
Assim, o Diário de Anne Frank foi traduzido em mais de 30 idiomas. O filme biográfico, de mesmo nome, foi lançado em 1959 e recebeu três premiações do Oscar. O local do esconderijo de Anne Frank, em Amsterdã, atualmente é um museu chamado “Casa de Anne Frank”, inaugurado em 3 de maio de 1960.
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*Com informações de Ebiografia

