É comum encontrar pessoas que tenham dificuldades em lidar com números. Entretanto, poucas delas sabem o que é discalculia. Ao contrário do que acredita o senso comum, esta dificuldade não está relacionada a burrice ou preguiça. Mas, pode se tratar de um distúrbio de aprendizagem.
A falta de conhecimento sobre estes transtornos pode ocasionar problemas para o resto da vida. Quando identificados e tratados desde a infância, os seus impactos diminuem significativamente. Neste processo, a família possui um papel fundamental para não julgar a criança e oferecer o apoio necessário para que os desafios sejam superados.
Afinal, o que é discalculia?
A discalculia é um transtorno de aprendizagem, ou seja, uma condição neurológicas que afeta a aprendizagem e o processamento de informações. Esse tipo de transtorno se trata de uma questão neurodesenvolvimento e está ligado aos aspectos fisiológicos.
No caso da dislexia, os indivíduos enfrentam certa dificuldade para compreender os números. É comum que o desempenho em disciplinas como matemática sejam abaixo do esperado em relação a sua idade cronológica e experiências educacionais.
Quem tem o diagnóstico de discalculia enfrenta desafios para reconhecer números e desenvolver o raciocínio matemático. Reconhecer conceitos e ter habilidades de sentido numérico são problemas relacionados a este problema de aprendizagem.
A discalculia também é chamada como deficiência de aprendizagem em matemática ou desordem em matemática. Assim como outros transtornos de aprendizagem, a discalculia é uma condição permanente. O seu diagnóstico é feito por uma equipe multidisciplinar, com psicólogo, psicopedagoga, médica, fonoaudióloga e neuropsicólogo.
Tratamento para a discalculia
Por ser uma condição que seguirá o indivíduo ao longo da sua vida, a discalculia não tem cura. Entretanto, um tratamento eficiente é capaz de diminuir significativamente o seu impacto na vida da pessoa. Para isso, é fundamental ter um diagnóstico precoce. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, mais fácil será para que a criança acostume com os desafios do transtorno e conviver com as ferramentas para superá-la.

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O tratamento envolve o trabalho com profissionais qualificados, e uma forte parceria entre escola e família. O conjunto de pessoas envolvidas e técnicas pode levar a criança a ter menos dificuldade em sua vida escolar e no dia a dia.

