A menos de duas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para 8 e 15 de novembro, os estudantes ainda podem recapitular conteúdos e aprimorar a escrita, inclusive com apoio da inteligência artificial.
Entre os focos estão a redação, aplicada no primeiro domingo e avaliada de zero a mil pontos, e matemática, com 45 questões no segundo dia, o que corresponde a um quarto da prova objetiva.
Para os professores Marco Saliba, de língua portuguesa, e Valdir Silva, de matemática, analisar os próprios erros contribui para definir prioridades. Na redação, a recomendação é escrever, receber uma correção e refazer o texto.
Em matemática, treinar com edições anteriores é uma forma de
identificar dificuldades de conteúdo, interpretação ou cálculo.
Redação: escrever, corrigir e reescrever
Marco Saliba aconselha planejar a dissertação com um esquema
do ponto de vista e dos argumentos que vão sustentá-lo. Citações e fatos devem
contribuir para a discussão e serem explicados. É preciso conectar os
parágrafos, elaborar uma proposta de intervenção e usar a língua portuguesa padrão, sem gírias.
O professor orienta evitar parágrafos muito longos e
delimitar a discussão para desenvolvê-la nas 30 linhas disponíveis. Antes de
passar a limpo, vale fazer uma breve pausa e checar gramática e pontuação.
“É importante escrever, corrigir, ver o que errou e refazer.
A dica é enviar a redação para avaliação de um docente ou de uma plataforma de
apoio, analisar os comentários e sugestões e, aí então, reescrever”, afirma.
Uma opção é a ferramenta de correção de redações por inteligência artificial do jornal O Globo, desenvolvida em parceria com o Grupo
Eureka. A solução oferece nove temas para treino e compara versões do mesmo
texto, indicando avanços e dificuldades que ainda precisam ser trabalhadas.
O sistema atribui uma nota estimada de zero a mil pontos e
avalia as cinco competências do Enem: domínio da escrita formal; compreensão da
proposta e uso de repertório sociocultural; seleção e organização dos
argumentos; articulação das ideias; e uma proposição de intervenção que
respeite os direitos humanos. Cada competência vale até 200 pontos.
Matemática: revisar conteúdos e entender as falhas
Valdir Silva sugere retomar assuntos recorrentes: razão,
proporção, porcentagem e escalas; gráficos e tabelas; média, moda e mediana;
áreas e volumes; conversão de unidades; probabilidade e contagem simples; e
funções, principalmente a afim.
O treino deve incluir questões de provas anteriores, com
tempo marcado, e avaliação de cada erro para apontar se houve dificuldade de
conteúdo, leitura ou cálculo. “Essa estratégia rende mais do que ficar fazendo
várias questões olhando só os acertos”, explica. Nesta fase, a orientação é
rever o que já foi estudado, em vez de começar assuntos novos.
A IA pode explicar uma questão passo a passo, sugerir
exercícios semelhantes ou ajudar a montar um cronograma de revisão. Válido
pontuar que as respostas precisam ser conferidas, pois a tecnologia pode errar
cálculos. As provas e os gabaritos oficiais do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) devem servir de referência.
Como administrar o tempo?
No segundo domingo, matemática e ciências da natureza
dividem cinco horas. Silva recomenda decidir por qual área começar e resolver
primeiro as questões rápidas, deixando as demoradas para depois.
Identificar o que a pergunta pede e conferir unidades, como
centímetros e metros ou minutos e horas, ajuda a evitar equívocos. Desenhos
facilitam problemas de geometria, enquanto estimativas permitem avaliar
resultados e eliminar alternativas.
O professor propõe preencher todas as respostas, já que não
há desconto direto de pontos por erro. Além disso, é importante organizar
previamente o deslocamento até o local de aplicação, levar água e preservar o
descanso.
Quer fazer faculdade? Conheça as bolsas de estudo do Educa Mais Brasil
O Enem pode ampliar as possibilidades de ingresso no ensino superior, mas quem deseja cursar uma graduação também pode pesquisar outras formas de acesso à faculdade.
O Educa Mais Brasil oferece bolsas de estudo em instituições parceiras, com descontos nas mensalidades de cursos de graduação. A iniciativa pode ser uma alternativa para quem não pretende utilizar a nota do Enem, não atende aos critérios de determinados programas governamentais ou procura economizar durante a formação.
Os interessados podem consultar as oportunidades disponíveis, comparar cursos e instituições e verificar as condições de cada bolsa antes de se inscrever.
Assim, quem deseja começar uma faculdade pode avaliar diferentes caminhos para conquistar um diploma e investir no próprio futuro profissional, considerando as opções que melhor se encaixam em seus objetivos e orçamento.

