Em maio de 1968, cerca 20 mil estudantes parisienses ocuparam as ruas da cidade luz sob a forma de um movimento estudantil que se reverberou em uma série de movimentos sociais e modificou a forma de ensino não somente em Paris, mas em diversos outros países, inclusive o Brasil. Diante do grande impacto causado pelo considerado “ano que nunca acabou”, não é de se estranhar que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já abordou duas vezes sobre esse episódio em suas provas. Portanto, incluí-lo na pauta do plano de estudos para o exame tem lá sua importância.
Apesar de ter sido apresentado diretamente em duas questões do Enem, outros movimentos sociais que nasceram a partir de Maio de 68 já fizeram parte do exame. Então, vale a pena ficar por dentro do assunto. Trouxemos de forma resumida para você os principais pontos sobre o tema, o que não dispensa uma leitura mais aprofundada em um bom livro de história, ok!?
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Como começou o movimento estudantil de Maio de 68
• A manifestação teve início com o objetivo de pedir reformas no setor educacional;
• Tudo começou com uma série de conflitos entre estudantes e autoridades da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa;
• Por conta das medidas adotadas pela administração da instituição de ameaçar expulsar estudantes acusados de liderar o movimento, os estudantes da renomada Sorbonne, em Paris, também passaram a protestar; a polícia tentou conter a ação de forma dura e violenta, entrando em confronto direto com os estudantes;
• Com a amplitude do movimento e diante da repressão dos policiais, os trabalhadores aderiram ao movimento e evoluiu para uma greve geral que paralisou a França.
Resultados obtidos do movimento estudantil de Maio de 68
Depois de dias em um cenário de batalha, as reivindicações e protestos conseguiu pressionar o governo que se viu obrigado a fazer concessões trabalhistas à população e uma reforma no ensino francês. A criação de novas universidades e um modelo de ensino mais flexível foram uma delas. A forma da metodologia aplicada também avançou e, posteriormente serviu de espelho para outros países definirem parte do seu sistema educacional.
As aulas e as avaliações passaram a serem mais dinâmicas, com a participação dos alunos por meio de debates, seminários e trabalhos em grupo e o currículo passou a ser construído de acordo com o número de créditos.
*Com informações do portal G1

