Após verificar o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alguns estudantes pensam que basta somar o número de acertos para saber quanto tirou na média final do exame, mas com o Enem essa técnica não funciona. Ficou surpreso? Isso acontece por conta do método utilizado para correção das provas que, desde 2009, passou a ser o de Teoria de Resposta ao Item (TRI). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) dividiu as questões objetivas de acordo com o seu grau de dificuldade.
TRI Enem como funciona?
Atualmente, o Enem é constituído basicamente, por 25% de perguntas fáceis, 50% intermediárias e 25% difíceis, sendo que cada questão é considerada um item e o valor de cada uma é baseado nesses graus de dificuldade. Dois candidatos que acertarem o mesmo número de questões não necessariamente terão a mesma nota. O TRI também é uma forma de impedir o famoso “chute” nas questões, já que esse sistema analisa o padrão de erros e acertos do candidato, logo a nota final não depende da quantidade de acertos, mas do nível de dificuldade das questões que acertou e errou.
Como usar a nota do Enem
A nota do Enem pode ser utilizada como canal de acesso ao ensino superior de múltiplas formas. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por exemplo, é destinado ao ingresso em universidades e institutos públicos, o Programa Universidade para Todos (Prouni) é para quem pretende cursar uma faculdade privada com bolsa de estudo (integral ou parcial), já o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) é para financiar a graduação.
Além disso, o Enem também é usado por mais de 30 universidades portuguesas como critério de seleção e universidade brasileiras que também adotaram o exame para selecionar candidatos.

