O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira, 2 de janeiro, que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) disponibilizará 112.168 vagas em 2025. A oferta será dividida entre os dois semestres do ano, com 67.301 vagas destinadas ao primeiro semestre e 44.867 ao segundo. A informação foi confirmada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na última terça-feira, 31 de dezembro.
Para garantir o financiamento dessas vagas, o MEC investirá um total de R$ 774 milhões no Fies 2025. Do montante, R$ 600 milhões serão destinados ao primeiro semestre, enquanto R$ 174,4 milhões serão aplicados no segundo semestre. A expectativa é de que o programa continue desempenhando um papel fundamental na democratização do acesso ao ensino superior no Brasil, oferecendo oportunidades para milhares de jovens realizarem o sonho da graduação.
Plano Trienal do Fies
Além do anúncio das vagas para 2025, o MEC também confirmou que números similares de vagas serão oferecidos nos anos subsequentes, 2026 e 2027, seguindo o Plano Trienal do Fies. O objetivo é garantir previsibilidade e continuidade ao Fies, que tem sido uma ferramenta essencial para ampliar o acesso ao ensino superior no Brasil. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a continuidade do programa reflete o compromisso do governo em garantir educação superior acessível.
"Vamos garantir novas vagas para o Fies em 2025, permitindo que jovens de baixa renda financiem cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior no país. O governo do presidente Lula está investindo mais de R$ 774 milhões no Fies, um programa que abre portas para milhares de brasileiros terem uma educação de qualidade", afirmou.
Como funciona o Fies?
Criado em 2001, o Fies é um programa do Governo Federal que financia cursos superiores não gratuitos em instituições privadas. Em 2024, foi lançada a modalidade Fies Social, que destina 50% das vagas para alunos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Para participar do programa, é necessário:
• Ter participado de alguma edição do Enem a partir de 2010;
• Obter uma média aritmética mínima de 450 pontos nas provas;
• Não ter tirado nota zero na redação;
• Ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.
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