A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão e estresse excessivos, provocados por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). A condição também é conhecida como síndrome do esgotamento profissional, pois quase sempre está associado a uma pressão extrema por desempenho.
Um
quadro de Burnout não começa de uma hora para outra, ele é desencadeado por diversos episódios em que os limites pessoais são testados. Essas situações fazem parte da rotina dos atletas de alto rendimento, sobretudo em uma competição onde os olhos do mundo estão sobre você, como é o caso dos
Jogos Olímpicos. No entanto, também acontecem em outras profissões, como nas áreas de educação, saúde, jornalistas, cuidadores, advogados, policiais e bombeiros.
Sinais da síndrome de Burnout
Uma pesquisa realizada em 2020 pela International Stress Management Association (ISMA) apontou que cerca de 30% dos profissionais relataram sofrer de estresse e cansaço extremos relacionados ao trabalho. De acordo com eles, a competitividade acirrada, as cobranças diárias por melhores desempenhos e qualificações os deixam muito estressados e desmotivados, a ponto de se sentirem incapazes mentalmente e fisicamente.
Entre os sinais da síndrome de Burnout, estão: baixa autoestima, insônia, apatia, dificuldade de concentração em tarefas diárias, sentimentos de negatividade e insegurança em relação às próprias capacidades. Embora seja um distúrbio emocional, o corpo físico também apresenta sintomas, como a falta de energia para manter hábitos saudáveis, falta de ar, dor de cabeça frequente, transpiração, fadiga, dor muscular, alergia, problemas gastrointestinais, além de pressão alta.
Simone Biles desiste de competição nas Olimpíadas de Tóquio
A norte-americana Simone Biles abandonou as finais da ginástica artística feminina nas
Olimpíadas de Tóquio 2020, na manhã da última terça-feira (27), um dia antes de disputar a final individual da competição. De acordo com a Federação de Ginástica dos Estados Unidos, a decisão foi tomada porque a atleta precisa se
concentrar em sua saúde mental.
"Após uma avaliação médica adicional, Simone Biles retirou-se da competição individual geral final. Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, por que ela é um modelo para tantos", disse a Federação Americana de ginástica.
Durante a entrevista concedida após a prova, a atleta deu indícios de que pode estar passando por um episódio de Burnout, apesar da síndrome não ter sido mencionada. Na ocasião, Biles afirmou: “Eu simplesmente não confio em mim tanto quanto antes. E não sei se é a idade, mas fico um pouco mais nervosa quando faço ginástica. Sinto também que não estou me divertindo tanto quanto antes”.
O caso de Simone Biles trouxe à tona a discussão sobre a
importância de cuidar da saúde mental, saber identificar os sinais de distúrbios emocionais e buscar tratamento com profissionais. Além disso, revelou o lado humano de uma estrela da ginástica artística que já ganhou 4
medalhas olímpicas em disputas anteriores.
Existe tratamento para a síndrome de Burnout?
O
psicólogo tem um papel fundamental no
tratamento para Síndrome de Burnout, pois o profissional ajuda o paciente a encontrar estratégias para combater o estresse excessivo. Em casos menos graves, é recomendado que a pessoa trabalhe a autoestima, realize atividades relaxantes, cuide da saúde física e mental, além de evitar o excesso de trabalho, reorganizando os objetivos mais exigentes que tinha planejado. Dependendo da complexidade, o especialista pode prescrever uso de medicamentos e até internação.
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