Um número alarmante sobre insegurança alimentar foi divulgado na última quarta-feira, 8 de junho. Com base no 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, em 2022, a quantidade de pessoas que passam fome no país é 33,1 milhões.
Desde o último relatório em 2020, são 14 milhões de novas pessoas em situação de fome em pouco mais de um ano. A pesquisa é realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), composta por pesquisadores, professores, estudantes e profissionais. O trabalho tem execução do Instituto Vox Populi.
O que é considerado insegurança alimentar?
A insegurança alimentar acontece quando um indivíduo não tem acesso definitivo ou regular a alimentos. Essa condição está classificada em três níveis: leve, moderada e grave. A primeira ocorre quando existe incerteza de acesso a alimentos em um futuro próximo ou quando a qualidade da alimentação está comprometida. A segunda ocorre quando existe quantidade insuficiente e a terceira é a privação do consumo.
Fome atinge 33,1 milhões de brasileiros. (Foto: Adobe Stock)
Insegurança alimentar | estatísticas
Os dados da Rede PENSSAN revelam que mais da metade da população brasileira (58,7%) convive com a insegurança alimentar em algum grau leve, moderado ou grave. A pesquisa aponta que apenas 4 entre 10 famílias conseguem acesso pleno à alimentação. Trata-se de uma regressão de 32 anos, equivalente à década de 1990.
Para a construção da pesquisa foram realizadas entrevistas em 12.745 domicílios, localizadas em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. A coleta dos dados aconteceu entre novembro de 2021 e abril de 2022. Para medir a Segurança Alimentar e a Insegurança Alimentar foi usada a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), utilizada também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estatística é maior em lares de pessoas autodeclaradas pretas ou pardas
As regiões norte e nordeste são as que possuem mais pessoas com insegurança alimentar. No norte, a porcentagem é de 71,6%, enquanto no nordeste chegou a 68%. A estatística é superior à média nacional que é de 58,7%. Com base na pesquisa, 65% das casas chefiadas por pessoas pretas ou pardas convivem com restrição de alimentos em qualquer nível. A pesquisa completa pode ser consultada na página Olhe para a Fome.
Inclusão à educação | bolsa de estudo
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Com informações do site Rede PENSSAN*


