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Aumenta busca por vacina da varíola no país

Saiba como se proteger da doença e quais as principais formas de contágio
31/05/2022
Aumenta busca por vacina da varíola no país
Saiba como se proteger da doença e quais as principais formas de contágio

Desde 2020 o mundo tem vivenciado a pandemia da Covid-19, e 2 anos depois do início da crise sanitária, mais um alerta chama a atenção das autoridades da área da saúde: os casos de varíola dos macacos. A preocupação dos brasileiros de um novo surto de varíola no país - que já apresenta alguns casos suspeitos da doença -, levou ao aumento da busca por vacina nas clínicas particulares.


De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Clínicas de Vacina - Abcvac, houve um aumento significativo pela procura do imunizante contra a varíola nas últimas semanas. Porém, ainda não existe uma vacina direcionada especificamente para combater a variante, embora alguns estudos clínicos demonstrem uma eficácia de 85% do imunizante contra a varíola na prevenção contra a variante da varíola dos macacos.


Com vírus da varíola tradicional erradicado do mundo no ano de 1980, a produção da vacina passou a ser restrita, atendendo somente militares que saem em expedição, profissionais de laboratório que manipulam o vírus da varíola e produtores de vacina.  Com isso, a produção do imunizante passou a ser mantida em caso de guerra biológica, visto que a doença representa uma taxa de mortalidade em torno de 30%.


No entanto, o diretor-executivo da Bavarian Nordic, fabricante de vacinas dinamarquesa, anunciou o aumento da produção dos imunizantes para prevenção da varíola tradicional, sendo capaz de atender a demanda em um bom prazo de tempo, o que pode trazer maior conforto à população mundial.


Como se proteger da varíola dos macacos


Febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão são os sintomas iniciais de uma pessoa infectada pela varíola dos macacos. Entre 1 a 3 dias, ou mais, após a febre, o paciente passa a desenvolver erupções cutâneas, que na maioria das vezes iniciam no rosto e se espalha para as outras partes do corpo. De acordo com o Centro de Controle de Doenças - CDC dos Estados Unidos, existem cinco estágios das lesões antes que comecem a cair, com a possibilidade de durar entre 2 a 4 semanas.


E como se proteger da varíola dos macacos? As medidas de prevenção para evitar o contágio pela varíola dos macacos são as mesmas que a população já tem tomado para se proteger contra o coronavírus, uso de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos.


Diante desse caso que a população tem enfrentado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa reforça o uso das medidas protetivas, ressaltando a importância das mesmas para também se proteger contra a Covid-19, bem como outros tipos de doenças.


Principais formas de contágio da varíola dos macacos


Um dos meios de transmissão da varíola dos macacos se dá pelo contato com o vírus, com um animal, pessoa ou materiais infectados, o que incluem mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou através do uso de produtos feitos de animais infectados.


Além dessas formas de transmissão da doença também existe o contágio de pessoa para pessoa, por meio do contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, feridas de uma pessoa infectada, secreções respiratórias, através do beijo, abraço. Por meio de materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como lençóis e roupas.


Lesões ou feridas na boca também são um meio de contágio, ou seja, o vírus pode também se espalhar pela saliva; da mãe para o feto através da placenta; da mãe para o bebê durante ou após o parto, por meio do contato pele a pele; úlceras. Vale lembrar que ainda não se tem ciência se pessoas assintomáticas podem espalhar a doença.


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Fonte: E+B Educação | Isabela Rosas

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