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Vias de administração das vacinas: formas e aplicação

A vacina é uma substância composta por agentes etiológicos que podem ser vivos ou mortos, e/ou fragmentos destes, como vírus ou bactérias, que tem como objetivo proteger o corpo no qual ela é aplicada. O imunizante é a forma mais eficaz de proteger contra doenças infecciosas, principalmente das formas graves, estimulando o sistema imunológico a produzir suas defesas. E como funciona a aplicação das vacinas?
Já percebeu que existem diferentes formas de aplicar a vacina? Nem todos os imunizantes são ministrados de forma injetável, nem ao menos aplicadas no mesmo local. Para entender melhor quais são as principais vias de administração das vacinas continue a leitura que o E+B Educação preparou.
Vacinas pela via oral (VO)
O tipo de vacina via oral são aquelas dadas em forma de gotas, administradas na boca. Entre as vacinas mais conhecidas que são ofertadas por meio desta via são a da poliomielite oral (VOP), imunizante aplicado contra a paralisia infantil, a rotavírus e as novas vacinas contra cólera e febre tifoide.
Vacinas pela via de administração parental
Esta é a forma mais comum da aplicação de vacinas, no entanto, existem diferentes tipos de tecido no qual o imunizante será aplicado, como intradérmica, subcutânea, intramuscular e endovenosa (exclusiva para aplicação de alguns soros).
- Intradérmica: Este tipo de vacina é aplicado na derme (camada superficial da pele). Com volume máximo a ser administrado de 0,5 ml, as seguintes vacinas podem ser aplicadas por esta via: vacina BCG, e a vacina raiva humana em esquema de pré-exposição.
- Subcutânea: Aplicada na hipoderme, a vacina subcutânea pode ser administrada com volume máximo de 1,5 ml, em regiões como deltoide no terço proximal (braço); face superior externa do braço; face anterior e externa da coxa e; face anterior do antebraço. Rubéola, caxumba e febre amarela (atenuada) são alguns exemplos de vacinas aplicadas por esta via.
- Intramuscular: A vacina de via intramuscular é aplicada no tecidos muscular, com volume máximo de 5ml. Para realizar este tipo de aplicação é preciso que as regiões estejam distantes dos grandes nervos e vasos sanguíneos, por isso os locais mais recomendados para estes tipos de aplicações são no músculo vasto lateral da coxa (região ventroglútea) e o músculo deltoide (braço).
Entre as vacinas que são aplicadas por via intramuscular destacamos: difteria, tétano, pertusis, Haemophilus influenza b (conjugada), hepatite B (recombinante), vacina pneumocócica 10 valente (conjugada, vacina poliomielite 1,2 e 3 (inativada), vacina da COVID-19.
É importante ressaltar que em casos onde há mais de uma vacina a ser aplicada ao mesmo tempo, o local mais indicado é o músculo vasto lateral da coxa, especialmente em crianças menores de 2 anos de idade. No adulto, é preciso evitar a administração de duas vacinas no mesmo deltoide, exceto se os imunobiológicos forem administrados por diferentes vias, por exemplo: uma subcutânea e outra intramuscular.
- Endovenosa: A partir da aplicação endovenosa, o chamado imunobiológico (soros antidiftérico, antibotulínico e antiveneno) é colocado direto na corrente sanguínea. Nesse tipo de via os locais mais indicados para receber os imunizantes são as veia periféricas superficiais, que permite grandes volumes líquidos.
Seguir corretamente a indicação da via de administração recomendada é super importante para garantir a resposta imune.
Por que a vacina da COVID-19 é aplicada no braço
De acordo com epidemiologistas, as vacinas da COVID-19 são administradas por via intramuscular, porque existe uma combinação de razões fisiológicas e práticas que atestam o deltoide como o local ideal para este tipo de imunizante. Para estes tipos de vacina busca-se uma vasta presença de tecidos, ou músculos, capazes de permitir a posterior ativação de anticorpos contra a doença. Ou seja, no músculo existe muito sangue e vascularização, o que indica a presença maior de células do sistema imunológico.
O objetivo da vacina contra o coronavírus é despertar as células T e as células B, responsáveis por atacar o vírus. Segundo especialistas, essas células são como os soldados que estão em seu forte, à espera do chamado, e o forte em que estão são principalmente os músculos.
Desse modo, se a vacina fosse injetada como alguns soros, diretamente no sangue, o imunizante não teria eficácia, visto que ali existe menor quantidade de células se comparada com os músculos, bem como o fluido do sangue poderia diluir rapidamente alguns componentes da vacina, tornando ineficaz.
Portanto, diante das pesquisas observou-se que aplicar a vacina em outras regiões sem atingir o músculo reduz de forma significativa a presença de anticorpos no sangue, além de levar a uma redução mais rápida na resposta dos anticorpos.
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