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CARREIRA

Dia da Engenharia: apenas 14,1% dos CREAs ativos no Brasil pertencem a mulheres

São 1.396.632 de profissionais com registro ativo em todo o país
Dia da Engenharia: apenas 14,1% dos CREAs ativos no Brasil pertencem a mulheres

Quando se trata de determinadas áreas profissionais, aquelas associadas às Ciências Exatas ainda representam um espaço majoritariamente ocupado pelo sexo masculino. No caso específico das Engenharias, os dados atualizados em 5 de abril de 2018 pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) confirmam o predomínio dos homens na profissão. No Brasil, existem apenas 197.797 mulheres com registro ativo do CREA, o registro profissional expedido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, em um total de 1.396.632 profissionais.


Entre todas as regiões, o Norte do Brasil é a região que possui maior número percentual (20,6%), com 16.999 CREAs ativos pertencentes a mulheres. Em seguida, aparecem as regiões Centro-Oeste (16,04%), com 15.805; a região Nordeste (15,61%), com 34.964; a região Sul (14,45%), com 29.751; e, por último, a região Sudeste (12,75%), com 100.278. Apesar de baixos, a maior parte dos percentuais estão um pouco acima do índice médio nacional (14,1%), composto por 1.396.632 mulheres. Segundo o CONFEA, “engenheiras, engenheiras agrônomas, técnicas, tecnólogas, meteorologistas, geógrafas, geólogas totalizam 196 mil profissionais” no Brasil.


Confira: Engenharias: Qual a diferença entre elas?


Engenheira de Produção há mais de dois anos, Daniele Mary Antal iniciou a graduação em 2013, na Universidade Estácio de Sá, por meio do Educa Mais Brasil, e conta que cerca de 20% dos colegas eram mulheres. Apesar de ainda minoria, o sexo feminino tem ganhado força, na avaliação de Daniele. “A mulher tem ganhado espaço na área de Engenharia. Na faculdade, não tínhamos problema com preconceitos, pelo contrário, os homens ficavam mais próximos das mulheres e havia uma sinergia muito grande. Hoje, acredito que homens e mulheres estão se respeitando mais”, avalia a engenheira. 


Técnica em Edificações e, atualmente, estudante de Engenharia Civil pelo Educa Mais Brasil, Regiane Andrade Costa atua na área desde o início da faculdade. Atualmente, estagia em uma construtora situada em Ribeira do Pombal, na Bahia. No trabalho, lida com a fiscalização de obras e, segundo conta, não sente discriminação por ser mulher no trabalho. “Não sinto dificuldade de me posicionar ou de considerarem a minha opinião profissional”. Em contrapartida, no ambiente universitário, Regiane comenta que eventualmente a distinção acontecia por parte de algum colega.


Recentemente, a Cátedra Unesco Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina (Flacso-Argentina) publicou, em março, um estudo realizado com meninas de 6 a 8 anos. Cerca de 90% delas associaram a engenharia à aptidões masculinas, segundo o noticiado no G1. Além de 360 meninos e meninas, o estudo entrevistou outras 1260 pessoas – entre docentes, pais e mães do Brasil, México e Argentina –, por meio da associação Chicos.net, a fim de avaliar o impacto dos estereótipos nas relações escolares e familiares. 


Mais de 30% dos pais acreditam que as mulheres recebem poucos incentivos para estudar estas disciplinas e, em São Paulo, mais de 50% acreditam que homens e mulheres têm rendimentos diferentes. O estudo aponta que é baixo o número de pais e mães que utilizariam argumentos embasados em estereótipos para motivar decisões profissionais dos filhos. No entanto, segundo o G1, enquanto aproximadamente 88% reiteram esta afirmação com relação à decisão das filhas, 20% tentariam evitar a decisão de seguir profissões associadas historicamente às mulheres.


Mary, que atua na área de Engenharia há nove anos, reconhece que o apoio do Educa Mais Brasil para finalizar a graduação foi fundamental. “Além de tornar mais barata a faculdade, foi o que me fez continuar. Se não tivesse esse subsídio, eu provavelmente estudaria algo mais em conta. O conselho que dou para todo mundo: não pare nunca de estudar, as portas sempre se abrem quando você está preparado”, conclui. 


O Educa Mais, maior programa de inclusão educacional do Brasil, disponibiliza bolsas de estudo de até 70% em todo o país, em diversas áreas. Para conhecer as oportunidades e descontos, basta acessar http://www.educamaisbrasil.com.br/.


*Segundo o Confea, o total pode ser maior que o número de profissionais, já que um profissional pode ter diversos títulos.

Fonte: Tunísia Cores - Ascom Educa Mais Brasil

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