Neste ano, a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) completou uma década desde que foi sancionada. Através dela, estudantes oriundos de escola pública ou com baixa renda ou autodeclarados preto, pardo ou indígena, têm direito de ingressar em faculdades e universidades por meio de cotas.
A Lei de Cotas determina que metade das vagas de instituições de ensino superiores públicas devem ser destinadas a candidatos que estudaram os três anos do ensino médio na rede pública. Assim, durante os 10 anos de vigência, a Lei beneficiou milhares de estudantes que conseguiram mudar suas vidas e de suas famílias ao terem oportunidade de ingressar no ensino superior.
Como a Lei de Cotas auxilia ingresso no mercado de trabalho?
Estudantes que tiveram acesso ao ensino superior por meio de cotas conseguiram trabalhos menos precarizados e melhorar a vida financeira de suas famílias, segundo uma pesquisa sobre os impactos da Lei de Cotas no Brasil. A pesquisa apurou que 73% dos cotistas entrevistados conseguiram emprego ao saírem da faculdade e 80% trabalham em regime CLT. Além disso, a renda individual dos cotistas chegou a multiplicar em 10 vezes os ganhos obtidos durante a universidade, permitindo que pudessem oferecer melhores condições de vida para suas famílias.
Apesar de 73% deles deixarem a faculdade já empregados, o estudo mostra que ainda são colocados em postos de trabalho inferiores aos ingressantes do mercado de trabalho que não foram cotistas, mas 75% dos beneficiados pelas cotas disseram que aumentaram muito o seu ciclo de amizades e contatos profissionais.
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Outro fator positivo diz respeito à boa influência para amigos e familiares, quando 83% dos cotistas entrevistados afirmaram que influenciaram amigos e familiares a estudarem mais ou voltarem a estudar. Com isso, o ingresso no ensino superior permitiu mostrar que fazer graduação é um sonho possível de se realizar. A pesquisa mostra, ainda, que os cotistas que ingressam no mercado de trabalho com diploma de ensino superior ampliam suas visões de mundo e as oportunidades no mercado de trabalho.
Para chegar a essas conclusões, o relatório, realizado pela consultoria estratégica de comportamentos Box1824 e a plataforma de inclusão Empodera, entrevistou 632 pessoas, entre cotistas (aquelas que se beneficiaram das cotas universitárias) e elegíveis (as que seriam elegíveis mas não fizeram uso da política afirmativa).
Ensino superior com bolsa de estudo
Outra forma democrática de ingressar no ensino superior é por meio de bolsas de estudo oferecidas por programas de inclusão educacional, como o Educa Mais Brasil. Em parceria com as melhores instituições de ensino, o Educa disponibiliza bolsas de estudo que concedem até 70% de desconto nas mensalidades durante todo o curso. Para ter direito a uma bolsa não é preciso comprovar renda nem ter nota do Enem, basta conferir as bolsas disponíveis e realizar inscrição no próprio site.
*Com informações da Forbes

