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Por que o Brasil não terá horário de verão em 2025?

Estudos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontam que os benefícios econômicos da prática já não compensam sua adoção
Por que o Brasil não terá horário de verão em 2025?

O Horário de Verão é uma prática que consistia em adiantar os relógios em uma hora durante o verão, geralmente de novembro a fevereiro, com o objetivo de aproveitar mais a luz natural e reduzir o consumo de energia elétrica. A ideia era sincronizar melhor os horários de atividade humana com o período de luminosidade do dia, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.


No Brasil, o horário de verão não é aplicado desde 2019. O Ministério de Minas e Energia (MME) reforçou que, apesar de estar sob avaliação contínua, não há previsão de retorno para 2025. O motivo principal é que as mudanças nos hábitos de consumo de energia tornaram a medida menos eficiente.


Horário de Verão suspenso: mudanças de hábitos e temperaturas influenciam a decisão


Atualmente, o consumo atinge picos no período da tarde, principalmente devido ao uso de ar-condicionado e outros aparelhos de refrigeração, reduzindo os ganhos que o adiantamento de relógios costumava gerar.


Além disso, as temperaturas mais elevadas registradas nos últimos verões, incluindo 2024 e 2025, aumentam o uso de equipamentos de climatização, o que enfraquece ainda mais a eficácia do horário de verão.


Estudos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontam que os benefícios econômicos da prática já não compensam sua adoção. Portanto, em 2025, os brasileiros não precisarão adiantar seus relógios, mantendo a rotina de horários habituais.


Qual presidente criou o horário de verão e quem acabou com ele? 


O Horário de Verão no Brasil foi criado pelo presidente Getúlio Vargas por meio de um decreto em 3 de outubro de 1931. O objetivo da medida era aproveitar melhor a luz do dia durante os meses mais longos do ano, reduzindo o consumo de energia elétrica e aumentando a eficiência energética no país.


Ao longo das décadas, o horário de verão passou por períodos de adoção e suspensão. Em 1968, durante a ditadura militar, o presidente Artur da Costa e Silva decidiu interromper a prática. 


Mais tarde, em 1985, com o governo civil de José Sarney, o horário de verão voltou a ser adotado de forma regular nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, como uma estratégia para economizar energia. Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro decretou a suspensão definitiva do horário de verão.

 

Horário de Verão: como a mudança afeta o relógio biológico


O horário de verão, ainda é adotado em diversos países, como os Estados Unidos. Embora a proposta inicial seja economizar energia ao aproveitar mais a luz natural, os impactos no corpo humano despertam a atenção de especialistas em saúde.


A principal razão está ligada ao sistema circadiano, também chamado de “relógio biológico”. Esse mecanismo interno regula funções essenciais como sono, metabolismo, liberação de hormônios e até mesmo a disposição ao longo do dia. Quando os relógios são adiantados em uma hora, essa engrenagem natural sofre um desajuste, o que pode provocar uma espécie de “jet lag social”.


Entre os efeitos mais comuns estão a dificuldade para dormir, sensação de cansaço durante o dia, irritabilidade e queda no desempenho cognitivo. Em longo prazo, estudos internacionais apontam uma ligação entre a alteração do horário e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, obesidade e acidentes relacionados à sonolência.


Portanto, ainda que o horário de verão tenha sido pensado como uma medida de eficiência energética, seus reflexos no bem-estar humano mostram que a mudança vai muito além da economia de luz elétrica, trata-se também de uma questão de saúde pública.


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Fonte: Terra, G1, O Globo, Revista Galileu e InfoMoney

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