A ditadura da beleza continua sendo um
debate na nossa sociedade. Muito se fala sobre como somos levados a seguir
determinados padrões para nos sentirmos aceitos, o que atinge muito mais as
mulheres, mas não apenas elas.
Há alguns anos,
por exemplo, era mais raro vermos mulheres e homens assumindo seus cabelos ondulados, cacheados e crespos.
A ditadura da beleza agiu, por muitas décadas, nos ensinando que o bonito era
ter cabelo liso, e por isso as indústrias de eletrodomésticos e produtos
químicos vendiam com mais facilidade tudo aquilo que alisava o cabelo, ainda
que de maneira provisória.
Hoje, no
entanto, vemos muitas pessoas assumindo seus cabelos reais, o que é um
movimento positivo para as crianças, que tendem a espelhar seus comportamentos
nos dos adultos. Afinal, é muito mais fácil que uma criança cresça com a autoestima bem desenvolvida vendo seus
pais se sentindo bem consigo mesmos do que o contrário.
E por falar nas
crianças, como será que elas lidam com esses padrões de beleza?
Como os padrões de beleza afetam as crianças
Segundo
especialistas, as crianças não percebem
quando internalizam um padrão de beleza, já que ele não é ensinado na escola, por
exemplo, e sim pelos exemplos que temos na sociedade. Desse modo, a televisão,
internet, redes
sociais e até mesmo a interação com outras crianças é que podem influenciar
em como os pequenos entendem o conceito de
beleza.
De acordo com
estudos feitos, os padrões são impostos com mais facilidade, também, quando
partem de pessoas próximas. Se uma menininha vê a mãe só sair de casa com o
cabelo alisado, por exemplo, é esperado que ela tente fazer o mesmo, e o mesmo vale
para o padrão corporal: se uma criança vê seus familiares fazendo dieta para
“não ficar gordo”, é o que ela tentará fazer.
Como evitar que as crianças sofram com os padrões de beleza
Para pais e
familiares recomenda-se o incentivo ao consumo de desenhos, filmes, séries e livros que tenham personagens plurais,
que retratam a diversidade.
Então ao invés de deixar os filhos consumindo apenas um tipo de narrativa,
pode-se estimular outros tipos de conteúdos, pois isso irá ensiná-los sobre a
pluralidade, além de ajudar com a sua autoestima.
Também é
necessário elogiar as crianças sem
reforçar padrões de beleza. Isso não quer dizer que não podemos dizer que
uma criança é linda, ou que gostamos de sua roupa, mas é importante que os
elogios ultrapassem o âmbito físico. Os pais podem, por exemplo, elogiar a
inteligência, a educação e a própria personalidade da criança. Isso irá
ajudá-la a entender que seu valor não está apenas na sua beleza física.
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