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Dica de português: “boas-vindas” é com hífen ou sem?

Entenda a regra e descubra a forma correta de escrever a expressão
Dica de português: “boas-vindas” é com hífen ou sem?

Quem nunca parou para pensar se o correto é escrever “boas-vindas” ou “boas vindas”? A dúvida é bastante comum entre estudantes, profissionais e até mesmo pessoas que têm familiaridade com a escrita. Isso acontece porque o uso do hífen continua sendo um dos pontos que mais geram confusão na ortografia da Língua Portuguesa.


A questão costuma surgir principalmente porque expressões semelhantes, como “bem-vindo”, também utilizam hífen. Mas será que a regra é a mesma? 


Boas-vindas ou boas vindas: qual é o correto?


De acordo com as regras da norma-padrão da Língua Portuguesa, a grafia correta é boas-vindas, com hífen. A expressão é considerada uma palavra composta formada por justaposição.

 

Isso significa que os termos “boas” e “vindas” mantêm suas formas originais, mas se unem para criar um significado próprio, relacionado ao ato de recepcionar ou acolher alguém.


Nesses casos, o hífen é obrigatório, pois não existe um elemento de ligação entre as palavras. A seguir, confira alguns exemplos:


• Queremos dar as boas-vindas aos novos colaboradores da empresa.

• A cerimônia de boas-vindas reuniu estudantes de diversas regiões do país.

• Os participantes receberam calorosas boas-vindas na abertura do evento.

• A universidade preparou uma programação especial de boas-vindas para os calouros.


Portanto, escrever “boas vindas”, sem hífen, não está de acordo com a norma culta da língua.


Por que a expressão leva hífen?


O hífen é utilizado em diversas situações na Língua Portuguesa, especialmente em palavras compostas que não possuem elemento de ligação.


No caso de “boas-vindas”, as duas palavras permanecem independentes do ponto de vista sonoro e gráfico, mas passam a formar uma única unidade de significado. Por isso, o uso do hífen é obrigatório.


A mesma lógica é aplicada em outras palavras compostas bastante conhecidas.


Outras palavras que seguem a mesma regra


Além de “boas-vindas”, diversos termos compostos também exigem o uso do hífen por serem formados por justaposição. Alguns exemplos são:


• Beija-flor;

• Arco-íris;

• Segunda-feira;

• Conta-gotas;

• Guarda-chuva;

• Reco-reco;

• Tico-tico;

• Pingue-pongue.


Em todos esses casos, as palavras mantêm sua identidade original e se unem para formar um novo significado.


Quando o hífen não deve ser usado?


Nem toda expressão composta utiliza hífen. Uma das principais exceções ocorre quando existe uma preposição ligando os termos. Nessas situações, o elemento de ligação elimina a necessidade do sinal gráfico. Veja alguns exemplos:


• Pé de moleque;

• Café da manhã;

• Cão de guarda;

• Mão de obra;

• Pé de guerra;

• Pé de galinha.


Observe que, em todas essas expressões, há a presença de preposições como “de” ou “da”, o que dispensa o uso do hífen.


O que é uma preposição?


A preposição é uma palavra invariável que estabelece relações entre termos de uma oração, indicando ideias como lugar, tempo, causa, modo ou finalidade. Alguns exemplos comuns são:


• Com;

• De;

• Em;

• Entre;

• Para;

• Por.


Confira o uso em frases:


• Ela veio com os amigos.

• O livro é de Maria.

• Estamos em casa.

• O segredo ficou entre nós.

• Este presente é para você.

• Ele passou por aqui ontem.


Quando uma expressão é formada por palavras ligadas por preposição, normalmente não há hífen.


A relação entre “boas-vindas” e “bem-vindo”


Uma curiosidade interessante é que “boas-vindas” segue a mesma lógica de outras expressões de acolhimento, como “bem-vindo”.


Inclusive, a Reforma Ortográfica não alterou a grafia dessas palavras. Antes e depois das mudanças, ambas continuaram sendo escritas com hífen. Outros exemplos semelhantes incluem:


• Bem-acolhido;

• Bem-aceito;

• Bem-recebido.


Por que o hífen ainda gera tantas dúvidas?


Desde o Novo Acordo Ortográfico, o uso do hífen segue entre as principais dúvidas dos brasileiros. Como as regras variam conforme a formação das palavras e nem sempre acompanham a pronúncia, estudantes e profissionais costumam ter dificuldades na aplicação correta da ortografia.


Leia também: 10 dicas práticas para evitar erros de português


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Fonte: Pensar Cursos e CBN

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