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DICAS

Leitura impressa ajuda na aprendizagem e na memória, indica estudo

Especialistas defendem que o papel ainda é o melhor aliado dos estudantes
Leitura impressa ajuda na aprendizagem e na memória, indica estudo

Em tempos em que a tecnologia domina as salas de aula e os estudos, um alerta importante começa a ganhar espaço entre educadores e neurocientistas: o bom e velho material impresso pode ser mais eficiente do que tablets e telas para a aprendizagem e retenção de conteúdo. Estudos recentes indicam que a leitura em papel oferece vantagens significativas para a memória e a concentração, e que, em muitos casos, os dispositivos digitais atrapalham mais do que ajudam.


As telas estão nos cansando


A chamada fadiga ocular digital é uma das principais vilãs do estudo prolongado em dispositivos eletrônicos. Olhos secos, dores de cabeça, visão embaçada e desconforto geral são sintomas comuns após longos períodos de leitura em telas. A luz azul emitida por esses aparelhos afeta diretamente o foco visual e o bem-estar durante os estudos, prejudicando a concentração e dificultando a retenção do conteúdo.


Já com os livros e materiais impressos, essa sobrecarga simplesmente não existe. A leitura no papel é mais confortável, linear e livre de interrupções como notificações ou a tentação de abrir outros aplicativos. Isso cria um ambiente de estudo mais focado, o que, segundo cientistas, favorece diretamente a memorização e a compreensão.


Menos é mais: qualidade vence quantidade


Outro ponto essencial revelado pelos especialistas é que estudar mais não significa estudar melhor. A prática do overlearning, excesso de estudo, pode ser prejudicial, pois o cérebro tem uma capacidade limitada de reter novas informações de forma eficiente. A dica da ciência é simples: estude com mais estratégia, e não por mais tempo.


Um bom exemplo é a chamada “curva do esquecimento”, descoberta em 1885 e ainda altamente relevante. De acordo com ela, revisar o conteúdo nas primeiras 24 horas após o primeiro contato aumenta a retenção em até 80%. E, ao repetir esse ciclo nos dias seguintes, a fixação da informação se torna ainda mais sólida. Em outras palavras: revisar com inteligência é melhor do que repetir sem foco.


O papel ainda reina entre os estudantes


Mesmo com o avanço da tecnologia, mais de 90% dos alunos entrevistados em um estudo global afirmaram preferir materiais impressos para estudar. A explicação? O papel facilita a compreensão de textos complexos, melhora a retenção de detalhes e exige menos esforço para que o conteúdo seja memorizado.


Um professor da Universidade de Leicester, na Inglaterra, descobriu inclusive que os alunos precisam de mais repetições para aprender o mesmo conteúdo quando estudam em telas, comparado aos que usam material impresso. Isso reforça a ideia de que a experiência tátil e o ritmo mais natural da leitura no papel criam condições mais favoráveis para o aprendizado.


Dicas da ciência para estudar melhor 


Para quem quer turbinar os estudos com base em evidências científicas, aqui vão algumas dicas valiosas:


• Evite releitura passiva: em vez de reler, feche o livro e tente lembrar o máximo de conteúdo possível. Isso ativa a memória de longo prazo.

• Use a metacognição: reflita sobre o que e como está estudando. Avaliar seu progresso ajuda a manter o foco e melhorar o desempenho.

• Estude antes de dormir: o chamado aprendizado do sono indica que revisar conteúdos antes de dormir potencializa a retenção.

• Mude o cenário: estudar sempre no mesmo lugar pode ser monótono. Mudar de ambiente ajuda o cérebro a criar novas associações e melhora a atenção.

• Varie os conteúdos: misturar disciplinas semelhantes, como leitura e gramática ou matemática e lógica, favorece conexões entre ideias e torna o aprendizado mais contextualizado.


No fim das contas, estudar com inteligência e estratégia é muito mais produtivo do que simplesmente passar horas diante de uma tela. E o papel segue firme como um aliado indispensável na jornada do conhecimento.


Leia também: Preparação para o vestibular: 5 podcasts para complementar os estudos


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Fonte: Exame, Na Prática e Veja

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