Já ouviu falar da representatividade nos livros infantis? O mundo literário é uma ferramenta potente no processo de ensino. Por meio dele é possível passar para as crianças, de forma leve e lúdica, aprendizados sobre temas importantes como: combate ao racismo, desigualdade social, respeito, cultura e entre outros assuntos.
Fornecer livros infantis, que levam em consideração a representatividade, é necessário porque contribui para a construção do ponto de vista e compreensão da criança sobre um mundo mais realista. Vivemos em um planeta diverso, constituído por vários povos e culturas, mas quando não atentamos para as diferenças, enfatizamos apenas um padrão, seja de imagem ou conduta. Pensando nisso, selecionamos dicas de livros infantis para ensinar a importância da representatividade.
Livros infantis para ensinar a importância da representatividade
• Jeremias - Pele
A representatividade nos
livros infantis está marcada em "Jeremias: Pele". O livro, vencedor do Prêmio Jabuti 2019 como melhor HQ, retrata a história de Jeremias, uma criança que lida com o
preconceito por causa da cor da sua pele. A história traz lições de superação e aprendizado.
• As tranças de Bintou
Criado pela autora Sylviane A. Diouf, uma pesquisadora da cultura e da
história da África, o livro "As tranças de Bintou" é indicado para ensinar representatividade, costumes africanos e fases da vida. A obra retrata uma menina chamada "Bintou " que não está satisfeita com seus birotes no cabelo e sonha em usar tranças como da irmã mais velha.
• O pequeno príncipe preto
Lições como valorização de quem somos e de onde viemos são passadas pelo livro "O pequeno príncipe preto". No conto, originalmente uma peça infantil, Rodrigo França traz a história do Pequeno Príncipe Preto que vive em um minúsculo planeta, em companhia da árvore Baobá. Durante as ventanias, a criança viaja por diferentes planetas e espalha amor e empatia.

A diversidade nos livros contribui para a compreensão da criança sobre o mundo mais real. (Foto: Adobe Stock)
• Pretinha de Neve e os sete gigantes
Em "Pretinha de Neve e os sete gigantes", Rubem Filho reinterpreta o conto de fadas "Branca de Neve e o sete anões". O cenário do livro é o continente africano e nele estão inseridos hábitos e costumes dessa região. A obra tem como personagem central uma menina que vivia sozinha, pois era a única criança no castelo. Um dia, ela olhou no fundo do tacho de cobre, em que sua mãe fazia doces, e perguntou: "Tacho de cobre, existe menina mais solitária do que eu?" A partir disso, muitas aventuras ocorrem.
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