O Dia Internacional da Pessoa com deficiência é comemorado em 3 de dezembro desde 1992. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma forma de promover a conscientização e divulgação de temas relacionados à população com deficiência, além de discutir formas de promover a defesa dos seus direitos e bem-estar.
Uma das metas da Agenda 2030 da ONU é garantir a Educação Inclusiva para favorecer o desenvolvimento igualitário da população mundial. No Brasil, apesar do país ter apresentado um avanço nas últimas décadas, ainda é alta a diferença educacional quando o assunto é educação inclusiva.
Segundo um relatório sobre Desenvolvimento e Desigualdade da própria ONU, 54% das pessoas com deficiência são alfabetizadas, enquanto 77% das pessoas sem deficiência sabem ler e escrever. O país possui 12,5 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 6,7% da população. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Acessibilidade nas escolas
Entre os desafios para o aumento do alcance da educação inclusiva está a acessibilidade física das escolas. De acordo com o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, somente 44,2% das escolas localizadas nos centros urbanos podem ser consideradas acessíveis para quem possui mobilidade reduzida. Na zona rural, apenas 25,9% das instituições de ensino possuem banheiros adequados.
Profissionais qualificados
Além da infraestrutura das escolas ser preparada para os estudantes, os professores devem ter uma formação que prepare o profissional para as diferentes questões do dia a dia. Os educadores devem estar inteirados das especificidades dos estudantes para conseguir desenvolver estratégias que possibilitem a inclusão do grupo. Através de disciplinas na formação inicial ou um curso específico sobre Educação Inclusiva são alguns passos que podem ser dados na busca pela inclusão educacional.
Recursos adequados
Além de garantir o acesso à educação, também é importante favorecer a qualidade do ensino oferecido. Para isso, os recursos pedagógicos disponibilizados devem possibilitar um atendimento educacional especializado. A ideia é que esse tipo de atendimento alcance não somente aos estudantes com alguma deficiência, seja física, motora ou mental, mas também àqueles que possuem superdotação ou altas habilidades.

