Você já teve
contato com uma criança nascida a partir
de 2010? Se sim, deve ter percebido como ela lida bem com aparelhos
eletrônicos e inteligentes. Muitas vezes um adulto tem dificuldade em encontrar
um vídeo numa mídia social, por exemplo, mas os pequeninos fazem isso com
apenas poucos cliques.
Essas crianças
fazem parte da chamada geração de
nativos digitais, também conhecida como Geração Alpha, e já nasceram num mundo repleto de redes
sociais online e videogames. Elas são, inclusive, parte das pessoas que
passam maior parte do seu tempo conectadas à internet, o que traz inúmeros
desafios aos seus pais e responsáveis.
O tempo que as crianças passam na internet
Uma pesquisa,
publicada pela organização de pesquisa sem fins lucrativos Common Sense Media,
evidenciou que o uso geral de tela entre
crianças e adolescentes aumentou 17% de 2019 a 2021.
Segundo os
dados, hoje em dia crianças de 8 a 12 anos de idade passam, em média, cinco horas e 33 minutos na internet.
Todos os dias. O tempo gasto é ainda maior na faixa etária dos 13 a 18 anos:
oito horas e 39 minutos.
A influência da internet no desenvolvimento infantil
Pesquisas
desenvolvidas por neurocientistas
de todo o mundo alertam que as redes sociais online influenciam na formação da identidade e na criação de relacionamentos,
e que a internet afeta o cérebro, muitas vezes de maneira negativa, podendo
trazer consequências para o aprendizado
escolar.
Acessar a
internet pode ser prazeroso para as crianças
e pré-adolescentes, já que é nesse ambiente que esse público tem contato
direto com amigos e ídolos, além de poderem brincar, interagir e descobrir novos
mundos e habilidades. O problema está no desequilíbrio e no excesso, já que as
telas causam uma espécie de “vício” pelas facilidades que proporcionam.
Isso gera
desafios para os pais, pois eles precisam ter muita criatividade
para chamar a atenção das crianças e, assim, fazê-las se desconectarem, nem que
seja por um curto período de tempo. Os desafios também chegam aos professores, que precisam ser mais
assertivos na maneira de ensinar e de cobrar os estudantes, principalmente com
a presença tão nova e impactante da inteligência artificial no nosso dia a dia
(como o ChatGPT,
por exemplo).
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Por mais que a
internet e a tecnologia avancem, elas não superam a importância de uma educação escolar de qualidade.
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