A suspensão das aulas presenciais nas escolas foi uma das principais medidas para conter o avanço da pandemia de Covid-19 em todo o mundo. De acordo com o relatório do Banco Mundial, mais de 1,5 bilhões de alunos ficaram sem estudos presenciais em 160 países. O contingente representa mais de 90% de todos os estudantes do planeta.
No Brasil, a legislação atual não permite que a educação básica seja feita no ensino a distância (EAD). No entanto, diante da emergência de saúde pública, diversas flexibilizações foram adotadas para que os alunos pudessem dar prosseguimento às aulas com o auxílio de suportes remotos de ensino e a introdução de novas metodologias, apoiadas em tecnologias digitais.
A mudança repentina do ensino presencial para o EAD, quase sem nenhum planejamento, trouxe inúmeros desafios para gestores, professores e alunos, que dificultam a aprendizagem longe da sala de aula. Confira abaixo alguns dos desafios do ensino remoto na educação básica.
1 – Mudanças no processo avaliativo
No processo de ensino-aprendizagem, as avaliações são fundamentais na medição da efetividade da metodologia de ensino adotada pelo professor. No contexto de ensino remoto impulsionado pela pandemia em todo o país, os educadores e instituições se veem diante do desafio de enxergar as avaliações como um diagnóstico e não como uma classificação. Dessa forma, uma mudança como essa exige que o processo avaliativo seja contínuo e diversificado, especialmente diante das limitações e novas possibilidades proporcionadas pela sala de aula digital.
2 – Manter a produtividade
Os estudantes enfrentam seus próprios desafios para lidar com as aulas à distância durante a pandemia. Afinal, manter o ensino remoto demanda um grau considerável de disciplina, responsabilidade e empenho para lidar com os vilões da produtividade nos estudos. A internet oferece diversos conteúdos, que se tornam verdadeiras distrações para estudantes de todas as faixas etárias e escolaridades. Diante disso, os educadores são desafiados a oferecer conteúdos estimulantes a partir de metodologias que se conectem com a realidade do estudante.
3 – Dificuldade de acesso à dispositivos com internet
Em tempos de pandemia e aulas remotas, ter acesso à internet é fundamental para que crianças e adolescentes possam assistir às aulas online e acessar outros conteúdos da internet que garantam a continuidade do aprendizado. Mas, infelizmente, essa não é a realidade de todos. De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes, de 9 a 17 anos não têm acesso à internet em casa. Isso, corresponde a cerca de 17% de todos os brasileiros nessa faixa etária.
Bolsas de estudo para Educação Básica
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