A primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) foi realizada na manhã deste domingo, 18 de agosto. Cerca de 1 milhão de candidatos compareceram às provas, mas o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou que aproximadamente 0,05% dos participantes foram desclassificados por irregularidades, o que representa cerca de 500 pessoas em números absolutos. O concurso oferece 6.640 vagas permanentes em 21 órgãos do governo federal.
Um dos principais motivos para a eliminação de candidatos do CNU foi a violação das regras que proíbem a retirada do caderno de provas do local durante o intervalo entre os dois turnos do exame. Apesar de ser permitido levar a folha de respostas para casa se o candidato permanecer até os últimos 30 minutos, o caderno de provas não pode ser retirado durante o intervalo.
A ministra Esther Dweck, em entrevista coletiva, confirmou as eliminações e destacou a importância de seguir as normas para manter a integridade do concurso. O MGI reforçou que medidas serão tomadas para evitar que tais infrações se repitam nas próximas edições do CNU.
CNU registra mais de 50% de abstenção nas provas
A primeira etapa do CNU teve uma taxa de abstenção de 52% a 53%. Com 2,1 milhões de inscritos, cerca de 1 milhão de candidatos compareceram aos mais de 3,5 mil locais de prova espalhados pelo Brasil. A informação foi divulgada pela ministra Esther Dweck, que considera o índice dentro das expectativas. A menor taxa de faltas foi registrada no Distrito Federal e a maior no Ceará.
O bloco de nível médio e técnico teve o maior número de ausências no CNU, enquanto o bloco de Ambiental, Agrário e Biológicas teve a maior participação. Realizado em dois turnos, o concurso incluiu provas de conhecimentos gerais, discursivas, português e redação pela manhã, e noções de direito, matemática e conhecimentos específicos à tarde. Apesar de algumas dificuldades, como falta de luz em alguns locais, não foram reportadas intercorrências graves que comprometeram a realização das provas.
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