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Crise climática: ciência busca soluções para um futuro sustentável

Pesquisadores investem em novas tecnologias e materiais para reduzir os impactos ambientais
Crise climática: ciência busca soluções para um futuro sustentável

Uma década após a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, que visava conter o aumento da temperatura global, o mundo se vê mais distante da meta do que nunca. As evidências científicas são claras: o planeta continua aquecendo em ritmo acelerado, com efeitos diretos na biodiversidade, nos oceanos, nas geleiras e na saúde humana. Para os especialistas, é urgente retomar a centralidade da ciência e da inovação tecnológica no combate às mudanças climáticas.


Estudos apontam que a emissão de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO2), provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, é o principal fator de aquecimento global. A concentração atual de CO2 já ultrapassa 400 partes por milhão, patamar nunca registrado nos últimos 800 mil anos. 


A consequência desse desequilíbrio? Eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, secas prolongadas, perdas na biodiversidade e ameaças à segurança alimentar e à saúde pública. Nesse contexto, cresce a expectativa sobre o papel da ciência e da tecnologia. 


Segundo um estudo do IBM Institute for Business Value, nove em cada dez brasileiros acreditam que a ciência é essencial para enfrentar os grandes desafios globais. Entre as tecnologias emergentes mais promissoras, destacam-se a inteligência artificial (IA), a robótica e os semicondutores, vistos com otimismo pela maioria dos entrevistados.


Tecnologia como aliada contra a crise


A IBM Research tem liderado iniciativas que demonstram, na prática, como a tecnologia pode acelerar soluções sustentáveis. Em um evento realizado no Brasil, a empresa apresentou pesquisas voltadas à descoberta de novos materiais por meio de IA e computação de alto desempenho (HPC) em nuvem híbrida. O objetivo é claro: desenvolver alternativas para reduzir as emissões de carbono e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.


Entre os projetos em andamento, destaca-se o uso da IA para criar uma molécula capaz de separar o CO2 com mais eficiência. A partir da análise de grandes volumes de dados científicos e simulações computacionais, os pesquisadores conseguiram desenvolver modelos preditivos para acelerar a criação de materiais voltados à captura, conversão e armazenamento do carbono atmosférico.


Outro destaque é o projeto FlowDiscovery, que utiliza simulações em HPC para estudar a dinâmica de armazenamento de CO2 em rochas porosas. Essa técnica tem o potencial de reduzir o tempo de análise geológica de meses para dias, diminuindo custos e riscos de operações de sequestro geológico de carbono.


Esses avanços fazem parte de um esforço colaborativo entre academia, indústria e centros de pesquisa. A expectativa é tornar essas tecnologias cada vez mais acessíveis para acelerar a transição global rumo à neutralidade de carbono e apoiar políticas climáticas baseadas em evidências.


Ciência das mudanças climáticas: o que está em jogo?


A ciência climática estuda as causas, impactos e formas de mitigação das alterações no clima terrestre provocadas pela ação humana. Essas mudanças não são mais previsões para o futuro distante, elas já estão acontecendo e impactando diretamente o bem-estar da população, a economia global e a estabilidade dos ecossistemas.


O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que os efeitos das emissões atuais podem durar milhares de anos. Mesmo com esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5¿°C até o fim do século, a janela de ação está se fechando rapidamente. Sem medidas drásticas e imediatas, esse limite poderá ser ultrapassado por volta de 2040, segundo projeções do próprio IPCC.


Os impactos vão muito além do meio ambiente. A crise climática já é considerada um dos maiores desafios à saúde pública do século XXI e uma das principais ameaças à segurança alimentar, hídrica e econômica.


Adaptação também é essencial


Ainda que os esforços de mitigação sejam intensificados, parte das alterações climáticas já está em curso e exigirá medidas de adaptação. Isso inclui desde mudanças nas práticas agrícolas até novos padrões de urbanização e infraestrutura, capazes de resistir a eventos extremos, como enchentes, ondas de calor e secas severas.


Para alcançar um futuro sustentável, a solução passa pela ciência, e o tempo para agir é agora. Investir em pesquisa, inovação e colaboração internacional será essencial para enfrentar essa crise sem precedentes e construir um modelo de desenvolvimento mais justo e resiliente para as próximas gerações.


Leia também: Como citar a ativista Greta Thunberg na redação do Enem 2025?


O que são empregos verdes e quais profissões estão em alta?


Empregos verdes são aqueles que contribuem para preservar ou restaurar o meio ambiente e promover a sustentabilidade. Eles abrangem diversos setores, como energia renovável, eficiência energética, gestão de resíduos, agricultura sustentável, transporte limpo, entre outros. Com o aumento da preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, as oportunidades de emprego nesses setores estão em alta. 


Profissões como engenheiro ambiental, técnico em energia renovável, especialista em eficiência energética, agrônomo, gestor de resíduos, entre outras, estão em demanda crescente. Se você deseja cursar agronomia ou engenharia ambiental, o Educa Mais Brasil te ajuda! O programa concede bolsas de estudo para cursos de graduação, sem burocracia e nem comprovação de renda. 


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Fonte: BBC News Brasil, Envolverde e ONU

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