O Dia do Autismo é comemorado no dia 02 de abril e tem como objetivo principal conscientizar a população mundial sobre a doença que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, ainda é comum que as pessoas não saibam o que é autismo ou como lidar com portadores do transtorno.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um problema psiquiátrico e distúrbio neurológico que afeta a construção das relações sociais e afetivas. O autismo é divido em três categorias: leve, moderado e severo. Cada um desses graus possui características e tratamentos específico.
Autismo e educação infantil
A educação é um direito que deve ser garantido a todos os cidadãos, conforme estabelecido pela Constituição Federal de 1988. Além disso, a Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, estabelece que creches e pré-escolas também devem ofertar educação infantil para alunos diagnosticados com o transtorno do espectro autista e outros problemas de aprendizagem.
A educação infantil é a primeira etapa da vida escolar dos estudantes. É nela que são trabalhados diferentes aspectos que contribuem para o desenvolvimento global do indivíduo. Para as crianças com autismo, a escola, os professores e a família podem contribuir de forma significativa para melhorias notáveis em seu comportamento.
A educação inclusiva tem sido alvo de diferentes debates nos últimos anos. O objetivo é que, cada vez mais, as escolas possam garantir educação de qualidade para todas as crianças, independente de suas condições. Para a família não é tarefa fácil encontrar instituições que possam proporcionar as condições necessárias para o atendimento à criança com autismo. A escola também deve buscar as regularizações necessárias e profissionais qualificados para garantir o direito à educação.
Formação específica para professores
Os professores desempenham um papel importante, por estarem em contato contínuo com a criança e ser mediador do conhecimento. É importante que as suas práticas sejam adequadas e preparadas para atender as especificidades do aluno diagnosticado com o transtorno. A formação e atualização profissional são fatores de extrema importância, além das habilidades emocionais e sócio-afetivas.
Atualmente, os educadores encontram diferentes especializações disponíveis que apresentam uma formação voltada para o trabalho com crianças que apresentam diferentes transtornos. Há pós-graduação em Educação Inclusiva: Altas Habilidades ou Déficit, curso de Atendimento Educacional Especializado, entre outros.
Com a união da escola, profissionais e família é possível proporcionar um ambiente escolar de qualidade e incentivar o desenvolvimento educacional das crianças com autismo.

