De acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030 a população de pessoas com 60 anos ou mais será maior do que a de crianças com até 14 anos. Apesar do significativo avanço na idade da população, os estereótipos sobre o envelhecimento ainda estão presentes na sociedade, mesmo com campanhas para mostrar às pessoas como a idade não define a capacidade de uma pessoa.
Nesse contexto, surge o etarismo que é o nome dado à discriminação e o preconceito por causa da idade de uma pessoa. Pode ser manifestado por violência verbal, física ou psicológica.
Etarismo na faculdade: o que é e por que evitar?
O etarismo na faculdade é o preconceito contra pessoas mais velhas na sala de aula. Porém, a tendência é, cada vez mais, vermos pessoas com diferentes idades nos cursos de graduação. Isso porque o crescente número de matrículas realizadas por pessoas com mais de 40 anos de idade em cursos de graduação mostra como as pessoas que não tiveram oportunidade de ingressar na faculdade quando mais jovens agora estão conquistando o acesso ao ensino superior.
Leia também: Vale a pena fazer faculdade depois dos 30 anos?
Em 2021, cerca de 7.813 pessoas com 65 anos ou mais se matricularam em algum curso de graduação no país, segundo o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Essa faixa etária foi a que apresentou maior crescimento no número de matrículas no ensino superior desde 2013, com aproximadamente 46,3%. E engana-se quem pensa que a tecnologia é empecilho para os mais velhos. Entre as pessoas com mais de 65 anos, houve aumento de 5% das matrículas no ensino presencial e de 27% a distância, segundo dados do Inep.
De acordo com o levantamento, a maior parte desse público que estuda presencialmente está matriculada em instituições privadas (74,4%). Assim como na educação a distância, as matrículas em faculdades particulares também dominam, com 87% das matrículas feitas por maiores de 60 anos.
Leia também: USP oferece cursos gratuitos para o público com mais de 60 anos
Apesar do avanço na quantidade de universitários com mais de 40 anos de idade, ainda é preciso estimular a conscientização da sociedade para aceitar os alunos mais velhos como um direito de todo cidadão à educação.
Para isso, é necessário superar as crenças de que a pessoa idosa é limitante, disfuncional ou sem autonomia. Pelo contrário, com a expectativa do envelhecimento da população o que se tem visto são idosos cada vez mais ativos, saudáveis e com plenas faculdades mentais e capacitivas para estudar e trabalhar.
Diante de situações de preconceito é possível denunciar o etarismo de forma anônima e gratuita pelo Disque Direitos Humanos, o Disque 100 ou pelo WhatsApp (61) 99656-5008, bem como pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil.
Ensino superior com bolsa de estudo
Como vimos, é crescente o número de pessoas com mais de 40 anos na faculdade. Isso se dá em decorrência de fatores como incentivo à educação superior e facilidades de acesso que antes não existiam, como programas do governo, tais como Sisu, Prouni e Fies, e bolsas de estudo para graduação ofertadas por programas de inclusão educacional.
Está mais fácil estudar com economia. Para conseguir uma bolsa de estudo para faculdade, acesse o site do Educa Mais Brasil, confira as bolsas disponíveis e comece a estudar agora mesmo!

