A necessidade de incentivar o aprendizado de idiomas ainda na infância é uma constante preocupação de pais e educadores, diante dos inúmeros benefícios que o bilinguismo traz, como a possibilidade de conhecer novas culturas, desenvolver a memória e a habilidade de tomar decisões com rapidez.
Somado a esses fatores, falar mais de um idioma pode ajudar a proteger contra o risco de ter Alzheimer e o declínio cognitivo em idosos, segundo um novo estudo conduzido por pesquisadores na Alemanha, publicado na edição de abril da revista Neurobiology of Aging.
Outro estudo, este identificado como Bilingualism Delays age at Onset of Dementia, Independent of Education and Immigration Status (2013), publicado na revista Neurology, informa que em adultos que falam só uma língua a idade média para a manifestação dos primeiros sinais da demência é 71 anos. Já entre adultos que falam duas ou mais línguas, o aparecimento da doença é adiada para 75 anos.
Como falar mais de um idioma diminui o risco de Alzheimer?
Pesquisadores da Alemanha avaliaram mais de 700 pessoas, com idades entre 59 e 76 anos, para descobrir se falar mais de um idioma diminui o risco de Alzheimer. Como resultado, observou-se que os participantes que falavam mais de um idioma obtiveram pontuações mais altas em linguagem, memória, foco, atenção e habilidades de tomada de decisão, em comparação com os que falavam apenas uma língua.
Para os neurocientistas, esse fato se deve à capacidade de pessoas bilíngues alternarem facilmente entre dois idiomas, habilidade considerada importante para ajudar a aplicar estratégias semelhantes em outras competências que ajudam a retardar a demência.
De acordo com o estudo, os efeitos positivos sobre a cognição podem ser causados por outro fator como a idade em que as duas línguas foram codificadas na memória ou as experiências demográficas ou de vida específicas de pessoas que falam mais de um idioma.
No entanto, as pesquisas acerca dos efeitos do bilinguismo no cérebro variam conforme os inúmeros estudos realizados, a exemplo de pesquisas anteriores com pessoas bilíngues que concluem que o bilinguismo pode atrasar um pouco a demência, mas não evitar seu surgimento. Já outros estudos mostraram que não há benefício claro do bilinguismo para o Alzheimer.
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