As mulheres deverão ser maioria entre os profissionais de Medicina a partir de 2024, de acordo com projeções de um estudo inédito feito em parceria entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). No entanto, a desigualdade na renda chama a atenção.
De acordo com o levantamento, a estimativa é de que o Brasil tenha mais de 1 milhão de médicos até 2035. Somente no ano passado o país passou a ter 495.716 médicos registrados.
Mulheres na Medicina
A presença de mulheres na Medicina tem se intensificado desde 2009, quando o sexo feminino representava 40,5% na profissão e o percentual masculino era de 59,5% .
Contudo, no ano passado a diferença na proporção diminuiu, com cerca de 51,4% de homens e 48,6% de mulheres na Medicina. Segundo pesquisadores, a inversão está prevista para o próximo ano, com estimativa de ter 50,2% de médicas.
Mesmo com avanços na participação de mulheres na Medicina, a renda anual das médicas é 36% menor do que a dos colegas do sexo masculino.
Faculdades de Medicina
A quantidade de cursos de Medicina no país aumentou. E a oferta no número de vagas nas turmas teve um pico histórico no período de 2013 a 2022, segundo pesquisa da Associação Médica Brasileira. Nesse contexto, as vagas em cursos de Medicina subiram 358%.
As especialidades com maior presença de médicas, de acordo com o estudo, são: Dermatologia (77,9%), Pediatria (75,6%), Alergia e Imunologia (72,1%) e Endocrinologia e Metabologia (72,1%).
Já as especialidades com maior presença masculina são: Urologia, Ortopedia e Traumatologia, Neurocirurgia, Cirurgia Cardiovascular e Cirurgia do Aparelho Digestivo.
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*Com informações de Veja

