Apenas 0,6% das pessoas negras com deficiência consegue
ter acesso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras. Esse é o
dado obtido por meio de um estudo realizado pelo movimento Vidas Negras com
Deficiência Importam (VNDI), divulgado este mês de abril durante o primeiro Encontro
Nacional de Pessoas Negras com Deficiência, realizado em São Paulo.
Outro dado
alarmante, também obtido por meio da pesquisa, é que 42,9% das mulheres negras com deficiência estão
mais vulneráveis a sofrer violência. De acordo com o VNDI, esses dados nos
mostram como as pessoas negras com deficiência estão sendo apagadas da
sociedade, e as consequências desse movimento.
A pesquisa do Vidas Negras com Deficiência
Importam ouviu a população dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas
Gerais e Bahia.
Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam
O VNDI foi
criado durante o auge da pandemia da Covid-19,
com o objetivo de estudar a realidade
das pessoas negras com deficiência no nosso País, e também de apontar
possíveis soluções para a inclusão desse público e a melhoria da sua qualidade
de vida.
Pessoas negras ainda têm baixa representatividade no meio acadêmico
Um levantamento
feito pela Liga de Ciência Preta
Brasileira evidenciou que pessoas negras são minoria nos cursos de pós-graduação das
universidades públicas. Segundo os dados obtidos em 2020, dentre os alunos de
pós-graduação, 82,7% são brancos e apenas 2,7% são pretos.
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