Há diversas mulheres, no Brasil e no mundo, com diferentes culturas e histórias, mas ligadas pelo empenho na luta contra desigualdade racial e de gênero. Inclusive existem exemplos de mulheres ativistas com mais de 50 anos. Tratam-se de figuras inspiradoras, que trazem experiências marcantes e deixam um legado de referência à sociedade.
Neste conteúdo, reunimos cinco exemplos de ativistas que já passaram da meia-idade, ou seja, dos 59 anos. Conheça nomes que realizam palestras, seminários, simpósios e já receberam, inclusive, prêmios nacionais e internacionais como reconhecimento pelo trabalho.
Mulheres ativistas com mais de 50 anos
• Maria da Penha
Para abrir a lista de mulheres ativistas com mais de 50 anos, um dos nomes de destaque é Maria da Penha Maia Fernandes, nascida em 1 de fevereiro de 1945, em Fortaleza-CE. Farmacêutica bioquímica, além de mestre em Parasitologia em Análises Clínica, Maria da Penha é a ativista que deu o nome à lei sobre violência doméstica.
O livro "Sobrevivi... posso contar (1994)" narra toda a história de agressões, violência e tentativa de feminicídio que ela sofreu pelo ex-marido. Maria da Penha, considerada uma das maiores ativistas da história, realiza palestras e seminários sobre suas experiências de vida e a importância da luta contra a violência doméstica.
• Angela Davis
Angela Davis está entre os nomes de visibilidade no mundo quando o assunto é luta pela causa feminina e negra. Nascida em 26 de janeiro de 1944, no Alabama, nos Estados Unidos, a professora e filósofa socialista passou por diversas circunstâncias que marcaram sua vida. Sofreu racismo, inclusive em função da política de segregação racial imposta pelas leis de Jim Crow. Entre os livros publicados por ela estão: "Mulheres, Raça e Classe (1981)", "A Liberdade é Uma Luta Constante (2015)" e "Mulheres, Cultura e Política (1990)".
• Carmen Barroso
Considerada como pioneira em estudos de gênero no Brasil, Carmen Barroso é uma cientista social e pesquisadora de gênero. A brasileira recebeu o Prêmio de População das Nações Unidas de 2016, da Assembleia Geral da ONU, que reconhece conquistas notáveis nas áreas de população e saúde. Carmen também é fundadora de um centro de estudos sobre a situação das mulheres no Brasil.
• Conceição Evaristo
Maria da Conceição Evaristo de Brito, ou apenas Conceição Evaristo, é uma linguista e escritora brasileira defensora de movimentos que valorizam a cultura negra. Mestre em Literatura Brasileira (PUC-RJ) e Doutora em Literatura Comparada (UFF), Conceição Evaristo possui obras de destaque como: "Insubmissas lágrimas de mulheres (2016)", "Becos Da Memória (2017)" e "Olhos d'água". Conceição Evaristo nasceu no dia 29 de novembro de 1946, em Belo Horizonte-MG.
• Sueli Carneiro
Fundadora do Geledés — Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro é uma escritora e filósofa brasileira. Está entre as principais referências do país quando se fala de feminismo negro e antirracismo. A ativista é autora de obras como: "Escritos de Uma Vida (2018)"; "Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil (2011)" e "Dispositivo de racialidade: A construção do outro como não ser como fundamento do ser (2023)". Sueli Carneiro nasceu em 24 de junho de 1950 e é natural de São Paulo capital.
Leia ainda: Dicas de livros para entender os direitos das mulheres
Carreira voltada para impacto social
Tem o sonho de atuar em carreiras capazes de gerar impacto na sociedade? Existem diversas áreas empenhadas em ajudar as pessoas na resolução de conflitos e interesses, entre os exemplos estão: Serviço Social e Direito. Por meio do Educa Mais Brasil é possível fazer graduação com bolsa de estudo. O programa de inclusão à educação promove chances em diferentes regiões do país.

