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Mulheres já são maioria entre médicos no Brasil, aponta estudo

Participação feminina na Medicina cresce e deve chegar a 56% até 2035
Mulheres já são maioria entre médicos no Brasil, aponta estudo

Pela primeira vez na história, as mulheres são maioria entre os médicos em atividade no Brasil. Os dados fazem parte do estudo Demografia Médica no Brasil 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde e elaborado pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).


Segundo o levantamento, as médicas representam atualmente 50,9% dos profissionais da área, um marco que evidencia a transformação no perfil da Medicina brasileira. O crescimento da presença feminina na profissão tem sido constante nas últimas décadas. 


Em 2010, as mulheres correspondiam a apenas 41% da população médica. As projeções indicam que, até 2035, elas representarão cerca de 56% dos médicos em atividade no país.


Presença feminina cresce nas faculdades de Medicina


A mudança também pode ser observada nas salas de aula. Em 2010, as mulheres representavam 53,7% dos estudantes matriculados em cursos de Medicina. Já em 2023, esse percentual chegou a 61,8%, demonstrando que a tendência de crescimento deve continuar nos próximos anos.


O avanço feminino na graduação reflete mudanças sociais e culturais, além da ampliação do acesso ao ensino superior. A presença cada vez maior de mulheres na área também contribui para uma Medicina mais diversa e representativa.


Mulheres ainda são minoria em diversas especialidades


Apesar de serem maioria entre os médicos brasileiros, as mulheres predominam em apenas 20 das 55 especialidades médicas regulamentadas no país. A área com maior participação feminina é a Dermatologia, onde elas representam 80,6% dos profissionais. Entre as especialidades mais comuns no Brasil estão:


• Clínica Médica; 

• Pediatria; 

• Cirurgia Geral; 

• Ginecologia e Obstetrícia; 

• Anestesiologia; 

• Cardiologia; 

• Ortopedia e Traumatologia. 


Em áreas tradicionalmente consideradas masculinas, como as especialidades cirúrgicas, a participação feminina ainda enfrenta desafios relacionados a preconceitos e barreiras culturais.


O que explica o crescimento das mulheres na Medicina?


Especialistas apontam que a ascensão feminina na Medicina está ligada a diversos fatores, entre eles o maior acesso à educação superior, as mudanças no mercado de trabalho e o fortalecimento da luta por igualdade de oportunidades.


Além disso, estudos indicam que as mulheres têm contribuído para uma prática médica mais humanizada, com maior foco na prevenção de doenças, na comunicação com os pacientes e na promoção da diversidade e inclusão dentro do sistema de saúde.


Leia também: Como escolher a especialidade médica ideal para seu perfil


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Fonte: G1 e Afya

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