O número de jovens de 14 a 24 anos que não trabalham, não estudam e não buscam trabalho aumentou significativamente. Nos primeiros três meses do ano passado, esse grupo, conhecido como "nem-nem", somava 4 milhões de pessoas. No mesmo período deste ano, o total alcançou 5,4 milhões, segundo levantamento da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Esse aumento resulta de vários fatores, afetando principalmente as mulheres, que representam 60% desse grupo. No Brasil, jovens de 14 a 24 anos constituem cerca de 17% da população, somando 34 milhões de pessoas. Desses, 14 milhões estavam ocupados no primeiro trimestre deste ano, sendo que 45% trabalhavam na informalidade, o que equivale a 6,3 milhões de jovens, superando a média nacional de 40%. Além disso, 11,6 milhões de jovens só estudavam, enquanto o número de desocupados nessa faixa etária chegou a 3,2 milhões em 2024.
Aumento Significativo no Número de Aprendizes e Estagiários no Brasil
O levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego também destacou um aumento no número de aprendizes e estagiários no Brasil. Entre 2022 e 2024, houve um acréscimo de 100 mil jovens em programas de aprendizagem, totalizando 602 mil em abril deste ano, o dobro do registrado em 2011. Quanto aos estágios, o crescimento foi de 37% entre 2023 e 2024, com o número de estagiários subindo de 642 mil para 877 mil nesse período.
Jovens Ocupados: Maioria Está em Trabalhos de Baixa Qualificação e Remuneração
Conforme a pesquisa, apenas 12% dos jovens ocupados, cerca de 2 milhões, atuam em áreas técnicas, culturais, ou de informática e comunicações, onde a taxa de informalidade é menor. A maioria, aproximadamente 12 milhões, está em ocupações de baixa qualificação ou remuneração. Entre os empregos mais comuns nesse grupo estão controle de abastecimento e estoques, escriturários gerais, repositores de prateleiras, caixas e expedidores de bilhetes, recepcionistas, balconistas e vendedores de loja, entre outros.
Combate ao Crescimento de Jovens "Nem-Nem" no Brasil: Bolsas de Estudo como Solução
O aumento no número de jovens "nem-nem" — aqueles que não estudam, não trabalham e não buscam emprego — é uma preocupação crescente no Brasil. Para enfrentar esse desafio, iniciativas como as bolsas de estudo oferecidas pelo programa Educa Mais Brasil são essenciais. Essas bolsas proporcionam acesso à educação básica, cursos profissionalizantes e faculdades, criando oportunidades para que os jovens possam se qualificar e entrar no mercado de trabalho.
O Educa Mais Brasil oferece bolsas de estudo que podem cobrir até 85% das mensalidades, facilitando o acesso à educação. Ao investir na educação básica, o programa assegura que os jovens obtenham uma base sólida de conhecimento e habilidades essenciais. Além disso, as bolsas para cursos profissionalizantes oferecem treinamento específico em diversas áreas, preparando os jovens para empregos técnicos e especializados, que geralmente têm menor taxa de informalidade.
As bolsas de estudo para faculdades, por sua vez, abrem portas para o ensino superior, possibilitando que os jovens desenvolvam competências avançadas e acessem melhores oportunidades de emprego. Com esses programas de apoio, o Educa Mais Brasil contribui para reduzir a quantidade de jovens "nem-nem", promovendo a inclusão educacional e profissional.

