O Brasil está enfrentando um fenômeno climático incomum: a Tempestade Akará, um ciclone tropical raro que ganhou forças na última segunda-feira (19), entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e litoral sul de Santa Catarina. Batizado com o nome de uma espécie de peixe em tupi, a tempestade é o primeiro ciclone a receber um nome em território brasileiro em quase dois anos.
De acordo com informações da Metsul e da Marinha do Brasil, a expectativa é de que a Tempestade Akará permaneça em alto-mar, afastada da região litorânea, durante sua trajetória, dissipando-se gradualmente. No entanto, mesmo distante da costa, prevê-se que a tempestade traga ventos de até 85 km/h e ondas de até cinco metros, representando um potencial risco para embarcações na área marítima.
Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para várias regiões do Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil. Estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins podem enfrentar chuvas intensas devido a esse sistema meteorológico.
Ciclones Extratropicais
Os meteorologistas destacam a singularidade da tempestade Akará, principalmente devido ao seu deslocamento atípico em direção ao Sul do país, em vez de afastar-se para o leste em direção ao Oceano Atlântico. Enquanto ciclones são eventos comuns ao longo da costa brasileira, os ciclones extratropicais são os mais observados e ocorrem durante todo o ano. Esses ciclones estão associados a frentes frias e movem-se sobre as águas quentes do Atlântico, geralmente seguindo para leste em direção ao alto-mar, afastando-se do território brasileiro.
A tempestade tropical representa o estágio final de desenvolvimento de um sistema meteorológico abaixo de um furacão, podendo se transformar em um se os ventos excederem os 118 km/h. No entanto, no caso da Akará, não se espera que atinja essa intensidade para se tornar um furacão. Essas características destacam a natureza peculiar e relativamente moderada desse fenômeno climático em particular.
Qual a diferença entre tornado, ciclone e furacão?
Tornado, ciclone e furacão são fenômenos meteorológicos distintos, mas todos estão relacionados a sistemas de baixa pressão atmosférica. Um tornado é uma coluna de ar em rotação que se estende da base de uma nuvem de tempestade até o solo. Geralmente é acompanhado por ventos extremamente fortes e é caracterizado por sua forma de funil. Os tornados são frequentemente associados a tempestades severas e podem causar danos significativos em áreas afetadas.
Um ciclone, por sua vez, é uma região de baixa pressão atmosférica com ventos circulantes que giram em torno do centro do sistema. O termo "ciclone" é genérico e pode se referir a sistemas meteorológicos de diferentes tamanhos e intensidades. Os ciclones podem ocorrer tanto em terra quanto sobre o oceano e podem se manifestar como ciclones tropicais, extratropicais ou subtropicais.
Já o furacão é um tipo específico de ciclone tropical, caracterizado por ventos extremamente fortes, geralmente com velocidades superiores a 119 km/h. Os furacões se formam sobre as águas quentes dos oceanos e são acompanhados por intensas chuvas e tempestades. Eles são classificados de acordo com a Escala Saffir-Simpson em cinco categorias, com base na velocidade do vento, sendo os furacões de categoria 3, 4 e 5 os mais poderosos e potencialmente destrutivos.
Embora todos esses fenômenos estejam relacionados a sistemas de baixa pressão atmosférica, suas características específicas, locais de formação e impactos variam, o que os torna distintos entre si.
Qual curso fazer para ser meteorologista?
Para se tornar um meteorologista, é necessário cursar Meteorologia em uma instituição de ensino superior reconhecida. O curso de Meteorologia também conhecido como Ciências Atmosféricas é oferecido em diversas universidades e costuma ter duração de quatro a cinco anos, resultando em um diploma de graduação. Durante o curso, os estudantes aprendem sobre fenômenos atmosféricos, climatologia, previsão do tempo, física e matemática aplicadas à atmosfera, entre outros temas relacionados à área. Após concluir a graduação, é possível seguir com especializações ou pós-graduações em áreas específicas da meteorologia, conforme interesse e objetivos profissionais.

