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Quase todo desmatamento na Amazônia é para abrir pastos, revela MapBiomas

Relatório indica que maioria da área desmatada foi ocupada por pastagem, em quatro décadas
Quase todo desmatamento na Amazônia é para abrir pastos, revela MapBiomas

Um levantamento divulgado na última quinta-feira (3) pela ONG MapBiomas confirma que a abertura de áreas de pastagem tem sido a principal causa do desmatamento da Amazônia nas últimas quatro décadas. A análise, que avaliou imagens de satélite entre 1985 e 2023, revela que aproximadamente 90% das áreas desmatadas no bioma foram destinadas à criação de pasto, cujo território passou de 12,7 milhões de hectares (ha) para 59 milhões de ha, um crescimento de 363%.


Além de reconstituir as mudanças no uso da terra ao longo do tempo, o estudo destaca que, do desmatamento ocorrido entre 1987 e 2020, 77% das áreas foram convertidas para pastagem e mantiveram esse uso até 2020. Outras áreas, embora inicialmente transformadas em pasto, passaram por recuperação e voltaram a ter vegetação nativa. Já a agricultura ocupa 8% da área desmatada inicialmente para pecuária, com apenas 2% sendo permanentemente utilizadas para produção agrícola.


Áreas mais afetadas pelo desmatamento na Amazônia


A região mais impactada pelo desmatamento na Amazônia é a chamada Amacro, que engloba partes do Acre, Amazonas e Rondônia. Conhecida como a "fronteira do desmatamento", essa área viu a expansão de pastagens aumentar 11 vezes entre 1985 e 2023, passando de 0,6 milhão para 6,9 milhões de hectares. Essa expansão resultou na perda quase total de vegetação nativa, o que fez a Amacro responder por 13% da perda líquida de cobertura vegetal na Amazônia.


O estudo também revela um aumento significativo na área ocupada pela agricultura. Em 1985, essa atividade econômica cobria 154 mil hectares da Amazônia, em 2023, esse número saltou para 7,3 milhões de hectares, um aumento de 4.647%. No entanto, o desmatamento diretamente vinculado à produção agrícola caiu nos últimos anos, devido, em parte, à moratória da soja implementada em 2004.


Ameaça ao futuro da floresta


O levantamento do MapBiomas também alerta para o risco de a Amazônia atingir um ponto de degradação irreversível, conhecido como "ponto de não retorno". Segundo Jailson Soares, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON) e do MapBiomas, a perda contínua de vegetação nativa ameaça a capacidade da floresta de se recuperar de eventos como queimadas e exploração madeireira, comprometendo suas funções ecológicas essenciais.


Nesse cenário, os especialistas enfatizam a necessidade urgente de políticas eficazes de conservação para conter a expansão descontrolada de pastagens e proteger a maior floresta tropical do planeta.


Leia também: Conheça as profissões que irão atuar com o hidrogênio verde


Profissões que podem ajudar a combater o desmatamento na Amazônia 


Biólogos, engenheiros florestais, agentes de fiscalização ambiental, ambientalistas, advogados ambientais, profissionais de tecnologia e educadores ambientais são alguns exemplos de profissões que podem atuar no combate ao desmatamento na Amazônia, contribuindo para a preservação deste importante ecossistema.


Juntas, essas profissões desempenham um papel fundamental na proteção da Amazônia e na promoção de práticas sustentáveis na região. Se você se interessa por alguma dessas carreiras, o Educa Mais Brasil te ajuda! O programa concede bolsas de estudo com até 85% para cursos de graduação. Faça hoje mesmo a sua inscrição gratuita e mude a história da sua vida!


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Fonte: Carta Capital

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