Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril
de 1882, na cidade de Taubaté, em São Paulo. Ele cursou a faculdade de Direito,
mas se destacou mesmo como escritor de livros infantis. Não é à toa que ficou
conhecido como o pai da literatura
infantil brasileira.
Autor do “O Sítio do Pica-pau Amarelo”, sua obra
de maior destaque na literatura infantil, Monteiro Lobato escrevia obras para
crianças com traços da literatura fantástica e elementos históricos,
folclóricos e científicos. Já seus livros para adultos integravam o chamado pré-modernismo,
e eram marcados pelo realismo social, nacionalismo e crítica sociopolítica.
Biografia de Monteiro Lobato
Filho de José Bento
Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato, José Renato Monteiro Lobato, o
nosso Monteiro Lobato, foi alfabetizado pela própria mãe, e o gosto pela literatura se apresentou
ainda na infância. Neto do Visconde de Tremembé, ele passava hora do seu dia,
quando criança, lendo os livros infantis da biblioteca do avô.
Já adolescente,
no auge dos seus 14 anos de idade, Monteiro Lobato foi para São Paulo estudar no Instituto de Ciências e Letras. Após
perder os pais, em 1898, passou a ser criado pelo avô e acabou mudando seu nome
para José Bento Monteiro Lobato, para que pudesse usar a bengala que pertencera
ao pai e tinha as iniciais J.B.M.L. gravadas.
Em 1900, devido
à forte pressão do avô, ingressou na Faculdade
de Direito de São Paulo, mesmo desejando estudar Belas Artes. Ainda assim,
sua veia de leitor e escritor não o
deixou e Monteiro Lobato passou a escrever para um jornal publicado em Pindamonhangaba,
no qual assinava sob vários pseudônimos.
As polêmicas de Monteiro Lobato
Monteiro Lobato
foi e ainda é muito criticado devido à sua defesa às ideias eugenistas. O eugenismo, criado pelo francês François Galton
no século XIX, era definido por ele como um “estudo dos agentes sob o controle
social que podem melhorar ou empobrecer qualidades raciais das futuras
gerações, física ou mentalmente".
Uma das
principais características do eugenismo
é a desvalorização das misturas étnicas e a defesa da superioridade das pessoas
brancas em relação ao povo negro. Ou seja, Monteiro Lobato defendia ideias racistas, o que ficou evidente,
também, em uma carta enviada ao amigo Arthur Neiva, em 1928, na qual ele dizia
que “País de mestiços, onde branco não tem força para organizar um Kux-Klan
(sic) é país perdido para altos destinos".
O que os estudiosos dizem sobre Monteiro Lobato
Para alguns
pesquisadores da literatura brasileira
e historiadores,
Monteiro Lobato era declaradamente racista e
deve ser tratado como tal. Em obras como “O Sítio do Pica Pau Amarelo”, por
exemplo, a Tia Nastácia é chamada de "negra beiçuda" e "negra de
estimação", o que é inadmissível em nossa sociedade atual.
Entretanto, há
quem defenda que não devemos olhar para as obras de Monteiro Lobato com os
olhos e conhecimentos que temos hoje. Para alguns estudiosos, o autor apenas
reproduzia o comportamento e o discurso que eram comuns em sua época, e sua
importância para a literatura nacional não deve ser apagada por isso.
E aí, qual a sua
opinião sobre o assunto?
Leia também: Dicas
de livros para aumentar a autoestima de crianças e adolescentes
Matricule suas crianças em escolas particulares sem gastar muito
Você pode
matricular suas crianças nas melhores
escolas particulares, com ensino integral ou não, sem se endividar com as
mensalidades. Quer saber como?
Inscreva-se
gratuitamente no Educa Mais Brasil, maior programa privado de inclusão educacional
do nosso País, e garanta uma bolsa de
estudo de até 70% para economizar nas mensalidades.
Ao longo dos
seus 19 anos de atuação, o Educa já ajudou milhares de estudantes de diferentes
modalidades, e você e seus filhos podem ser os próximos. Garanta agora o seu
desconto.

