Os povos originários do Brasil serão retratados na novela Terra e Paixão, que será exibida a partir de maio de 2023 na Rede Globo, em seu horário nobre, às 21h. Para o autor Walcyr Carrasco, essa é uma oportunidade para dar visibilidade a representantes indígenas, trazendo a memória de seu povo, suas histórias, lendas, cultos e a conexão com outros povos.
A novela Terra e Paixão contará a saga de Aline (Bárbara Reis), uma mulher guiada pelo amor, mas movida pelo desejo de justiça, que se cruza com uma família dividida pela ambição e muitos segredos. O elenco traz Tatá Werneck, Tony Ramos, Susana Vieira, Glória Pires, Cauã Reymond, entre outros atores.
Junto à equipe de peso, a atenção está voltada para um estreante, o cantor e líder indígena acreano Mapu Huni Kui, originário do povo Huni Kui. Ele vai ter sua primeira experiência como ator de televisão ao interpretar o pajé Jurecê Guató e será o primeiro ator indígena a participar de uma novela no horário nobre da Globo, embora a emissora já tenha retratado os povos originários em outras produções.
Povos originários: quem são eles no Brasil e no mundo?
Os povos originários são populações que se tornaram primeiros habitantes de um território, com forma de organização social e cultura exclusivas ao seu grupo. No Brasil, os povos originários são os indígenas brasileiros que habitaram o país antes da chegada dos europeus. Eles representam 0,4% da população total do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Há uma diversidade de populações originárias pelo mundo. Os Mapuche, por exemplo, habitam a Patagônia argentina e chilena. Há os Maori, na Nova Zelândia; os Inuiti, nas regiões árticas do Canadá, Groenlândia e Alasca; os Aborígenes, na Austrália, entre outros.
Vale destacar que nem todos os povos originários estão dentro do estereótipo dos povos indígenas, pois o que os define como povos originários não é o estereótipo e, sim, o fato de serem os primeiros habitantes de uma região e possuírem cultura, língua, organização social e política próprias.
No Brasil, a luta por terras ainda é uma demanda permanente dos povos originários. Eles sofreram processos violentos ao longo desses 500 anos e lidam com o extermínio da sua população. Uma das formas de resistência tem sido por meio do ensino superior, usando esse espaço para lutar por direitos de maneira mais sistemática, segundo disse a pesquisadora e professora Maria Simone Jacomini Novak, do colegiado de Pedagogia da Universidade Estadual do Paraná, ao UOL.
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