Chamada também de hidrofobia, a raiva humana é uma doença viral aguda que afeta o sistema nervoso central e, quando não é tratada de forma devida, pode levar à morte em curta duração. A doença tem como agente causador o vírus da família Rhabidoviridae (RABV), gênero Lyssavirus.
De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão em pessoas acontece quando os vírus da raiva, existentes na saliva do animal infectado, penetram no organismo humano. Isso pode ocorrer por meio de mordidas, arranhões ou até mesmo por lambedura em feridas abertas ou em mucosas como a da boca. Portanto, o vírus não penetra em pele sem lesões.
Quais são os ciclos de transmissão da raiva
Existem três ciclos de transmissão da raiva humana, com base no Ministério da Saúde. São eles: urbano, rural e silvestre.
• Urbano: é um ciclo de transmissão que está relacionado aos cães e gatos;
• Rural: é representado por animais de produção como: suínos, bovinos, caprinos e entre outros;
• Silvestre: ciclo de transmissão representado pelos grupos aéreo e terrestre. O primeiro envolve morcegos, enquanto o segundo inclui raposas, macacos, saguis, guaxinim e etc.

O ciclo de transmissão urbano está relacionado a cachorros e gatos. (Foto: Adobe Stock).
Quais são os sintomas da raiva humana?
No início da infecção, diferentes sintomas da raiva humana podem ser manifestados, a citar: dor, ardência ou coceira no local da mordedura, transformação de caráter, queimação, formigamento e alterações na sensibilidade. A duração dessa fase leva de dois a quatro dias. Após esse período, ocorrem alucinações acompanhadas de febre.
No estágio mais avançado da doença ocorrem manifestações de hidrofobia e medo de correntes de ar. A pessoa tem espasmos violentos, ao ver ou beber a água, e também crises convulsivas periódicas. Entre as orientações para quem for mordido por um animal, ainda que vacinado contra a raiva, estão lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar com urgência o serviço de saúde.
Em relação aos animais, as medidas incluem:
• Não matar o animal;
• Deixar o animal em observação durante 10 dias para identificar sinal indicativo da raiva;
• Dar água e alimentar o animal normalmente;
• Deixar o animal em local seguro para que não fuja ou ataque as pessoas ou outros animais;
• Se o animal adoecer, morrer, desaparecer, ou apresentar alterações de comportamento, é preciso de imediato procurar o Serviço de Saúde.
Tratamento e prevenção da raiva humana

Medidas de prevenção e tratamento da raiva humana devem ser seguidos. (Foto: Adobe Stock).
Para o tratamento da doença, existe como medida de prevenção a vacinação pré ou pós exposição. O pré remete a um tratamento preventivo com vacina antirrábica, indicado para pessoas que têm mais risco de contato com o vírus. Já o pós é indicado depois que o indivíduo foi mordido ou arranhado por um mamífero.
O Ministério da Saúde orienta como medida de prevenção evitar tocar em animais estranhos, feridos e doentes. É preciso ainda não perturbá-los, principalmente quando comem, bebem e dormem, além de não ser aconselhado separar os animais caso estejam brigando. É indicado ainda não entrar em grutas e tocar em morcego, seja vivo ou morto, e não criar ou retirar do habitat natural animais silvestres.
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