Depressão, ansiedade e suicídio voltaram a ser destaque nas páginas da imprensa brasileira. O motivo foi o suicídio da influenciadora digital Aline Araújo, de 24 anos. Após ser abandonada pelo noivo um dia antes da cerimônia de casamento ela anunciou que se casaria sozinha. No entanto, um dia após se casar consigo mesma, ela se jogou do nono andar do prédio onde morava. Aline sofria de depressão e falava abertamente sobre isso em suas redes sociais.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo. A doença atinge ao menos 5,5% da população brasileira. Além do quadro de depressão, Aline também comentava em seu perfil no Instagram sobre os seus problemas com a ansiedade e as crises desencadeadas por esse transtorno. Ainda segundo a OMS, distúrbios relacionados a ansiedade atingem 9,3% dos brasileiros.
Como saber se uma pessoa está pensando em suicídio?
O suicídio de Aline reacendeu o debate sobre a prevenção e tratamento da depressão. Especialistas chamam atenção para os principais sintomas da depressão, como insônia, sonolência excessiva ao longo do dia, alterações de humor, menos energia e lentidão do pensamento. O Ministério da Saúde listou algumas frases que podem ser fruto de intenções suicidas.
"Vou desaparecer.”
“Vou deixar vocês em paz.”
“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”

*É importante buscar ajuda de profissionais qualificados a identificar e auxiliar pacientes que passam por essa situação.
O que fazer para ajudar uma pessoa sob risco de suicídio?
Em seu portal, o Ministério da Saúde indica 4 passos para ajudar uma pessoa com comportamentos considerados suicidas. Primeiramente é indicado conversar com a pessoa, ouvir o que ela tem a dizer e evitar julgamentos. O acompanhamento constante é outra indicação, assim como a busca por ajuda profissional. É importante incentivar a pessoa a ter um atendimento com um psicólogo registrado no Conselho Regional de Psicologia. Por último, nos casos em que há risco imediato, o mais indicado é não deixá-la sozinha e longe de objetos que possam ser utilizados para provocar a própria morte.

Onde buscar ajuda?
- CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
- UPA 24H, SAMU 192, Proto Socorro; Hospitais
- Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita)
O CVV funciona 24 horas e atende gratuitamente pelo telefone 188. A associação sem fins lucrativos auxilia pessoas que necessitam de um apoio e conversa sob total sigilo e anonimato. A instituição também atende pelo site www.cvv.org.br, por meio do chat e também e-mail.

