O trote universitário é um ritual antigo que celebra a chegada dos novos alunos na instituição de ensino. No Brasil, o primeiro trote aconteceu em 1831 e resultou na morte de um estudante na Faculdade de Direito de Olinda. Ao longo dos anos a prática passou por diversas modificações e tem sido cada vez mais repudiada pela sociedade em geral.
Com tantos casos de violência é comum que calouros se sintam apreensivos e até mesmo questionem se realmente vale a pena participar do trote na faculdade. Antes de tomar essa decisão é importante verificar como funciona o trote na instituição em que o estudante ingressará. Devido às situações de envolvendo o ritual em todos os cantos do mundo, algumas faculdades passaram a proibir o trote ou exigiram mudanças em seu formato.
Atualmente existem trotes solidários, que arrecadam alimentos e materiais de higiene para instituições de caridade, ou as famosas pegadinhas que conseguem criar um clima de descontração sem utilizar o pânico ou vexame dos alunos. Um exemplo são as aulas falsas nas quais um veterano interpreta um professor linha-dura, trocar informações sobre o local da sala de aula, que deixam os calouros perdidos na nova instituição, entre outras. Também é comum um guia pelo campus e palestras sobre o curso. Na maioria das instituições o trote tem sido opcional.
Nesses casos, o trote é importante para criar um clima de descontração e ajuda na socialização entre os estudantes. No entanto, os trotes violentos, que obrigam a participação do aluno, com punições severas a quem se recusa, e colocam o calouro em situação de vexame e até mesmo de risco a sua saúde e integridade física, devem ser evitados e até mesmo denunciados.
O estudante não deve ser obrigado ou coagido a participar das atividades, até mesmo quando são propostas mais tranquilas. Cada calouro pode analisar se deseja ou não fazer parte do trote universitário e essa decisão precisa ser respeitada.
*com informações da revista Superinteressante

