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Trabalhar demais mata 745 mil pessoas por ano no mundo

Tudo tem limite, e isso também é válido para o trabalho. Um estudo global realizado pela OMS – Organização Mundial da Saúde em parceria com a OIT - Organização Internacional do Trabalho revelou que, em 2016, 745 mil pessoas morreram de derrame e doenças cardíacas relacionadas a longas horas de trabalho.
Os dados são ainda mais preocupantes quando trazemos para a atualidade, marcada pela crise econômica devido à pandemia da Covid-19, a popularização do trabalho remoto sem controle e também pela “romantização” das jornadas de trabalho exaustivas.
O relatório da OMS e da OIT evidencia que as pessoas que vivem no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental são as mais afetadas, mas o Brasil não passa impune dessa realidade. No nosso País, apesar de ser um dos menos afetados pelas jornadas exaustivas, cerca de 4% da população está exposta a longos períodos de trabalho diário, que podem ultrapassar 55 horas semanais.
Trabalhar demais e seus problemas
Essas 55 horas ou mais trabalhadas por semana já faz com que um profissional tenha um risco 35% maior de sofrer um AVC (acidente vascular cerebral), e 17% maior de morrer em decorrência de uma doença cardíaca, em comparação com aquele que trabalha de 35 a 40 horas semanais.
A síndrome de burnout é outro problema que tem se tornado cada vez mais popular. Também conhecida como esgotamento profissional, ela ocasiona um estado de tensão emocional e estresse crônico, que pode resultar na perda da vitalidade do trabalhador, no cansaço constante e também na diminuição da produtividade.
Devido à busca constante pelo sucesso profissional, e à pressão das empresas em torno de seus funcionários, a síndrome de burnout a tem acometido cada vez mais profissionais de diferentes áreas de atuação, e por isso desde janeiro de 2022 foi oficializada pela OMS – Organização Mundial da Saúde como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”, e passou a fazer parte da CID 11, Classificação Internacional de Doenças como uma doença do trabalho.
Sinais do esgotamento profissional
Antes de chegar ao extremo, com AVCs e ataques cardíacos, um trabalhador esgotado pode apresentar alguns outros sinais, muitos deles confundidos com outros problemas, como o cansaço natural após um dia de trabalho. Confira, a seguir, alguns sintomas de esgotamento profissional que podem evidenciar que não está tudo bem:
- Cansaço constante
- Insônia ou alterações no sono
- Ansiedade
- Depressão
- Dor de cabeça
- Distúrbios gastrointestinais
- Falta de produtividade
- Irritabilidade
- Problemas de concentração
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